Khuda Hafiz – A forma correcta de nos despedirmos?

Written by mymuslim on April 9, 2008 – 5:20 pm -

Salams. Nós muçulmanos temos que cumprir a Shariah e como tal sempre que encontramos algum muçulmano devê-mos dizer Assalamo Aleikum. Nos meus posts escrevo sempre Salams, mas o significado é o mesmo, mas digo Salams pois é uma forma mais no plural para se cumprimetar a todos. Como vêm, esta é das coisas mais interessantes na religião islâmica, pois mesmo que não conheçamos uma determinada pessoa e desde que ela seja muçulmana, temos a obrigação de cumprimentar com um Assalamo Aleikum. Acaba-se por perceber quem é e que não é muçulmano devido aos trajes de cada pessoa. Mas imaginemos que ficamos na dúvida se aquela pessoa é Muçulmana ou não, então devemos cumprimentar com um Assalamo Aleikum, nem mais baixo, nem mais alto, no mesmo tom de vós. E se essa pessoa não for por acaso muçulmana e não responder, não devemos ficar com vergonha perante ela, pois a grande "vergonha" seria não cumprimentar uma pessoa que à partida fosse muçulmana.

No caso de cumprimentarmos uma pessoa que é muçulmana mas que não reponde ao Salam, devemos repetir o Salam. Se à segunda vez essa pessoa não responder, não devemos perguntar uma terceira vez pois já é pecado para aquela.

Segundo a Sharia, existe um grande Sawab em cumprimentar-se não só dizendo Assalamo Aleikum, mas acrescentanto outra parte, ficando Assalamo Aleikum wa Rehamtulahi wa Barakhatu. Deste modo a outra pessoa deve responder, Wa Aleikum Salam wa Rehamatulahi wa Barakhatu.

Para além disso, é Sunnah (pois o nosso profeta o fazia), cumprimentar com as duas mãos e não só coma direita. Atenção que é Sunnah e que não é obrigatório.

Porém quando nos despedimos, nós muçulmanos temos hábito de dizer Khudah Hafiz. Mas, segundo o nosso irmão do blog em inglês, At-Tazkirah, que enunciou um Hadice, dizer Khuda Hafiz, é incorrecto pois não se cumpre a regra da Shariah.

O hadice enunciado é o seguinte:

Hakeemul Ummat Hadhrat Maulana Muhammad Ashraf Ali Thanvi (qudduhus sirruhu) menciona:

Na altura de despedida algumas pessos ao invés de dizerem "Assalamo Aleikum" dizem somente "Khuda Hafiz". Contudo isto é uma mudança na Shariah, o que é um grande pecado. Até mesmo o hábito de se dizer Khuda Hafiz depois do Salam é proibido" (Ahsaanul Fatawa, vol. 1 pg. 385)

[Retirado de "Aghlatul-Awaam (Awaam ki Ghalat Masa'il)"]

http://truelife200vi.wordpress.com/2008/04/09/khuda-hafiz/

Deste modo, despeço-me com um Assalamo Aleikum.


Tags: , , , , , , , , , , ,
Posted in Uncategorized | No Comments »

A direcção de Qiblah

Written by mymuslim on April 8, 2008 – 8:05 pm -

Salams.

Todos os muçulmanos rezam as suas orações numa direcção, a chamada direcção de Qiblah. Este Qibla refere-se ao Kabah que está em Meca/Mackah, e é na direcção de Meca que todos os muçulmanos rezam as 5 orações, Fajr, Zohor, Assr, Maghrib e Isha, bem como todos os outros nafils e sunnats que podem ser rezados e outros que são determinados para certas épocas do ano islâmico, como o Ramadhan (Ramadão).

No Islão só há um Livro que é primeiro e que está por cima de todo e qualquer hadice ou pregação, o Alcorão, mas no Islão existe também uma única direcção para onde se deve rezar, Meca. Todavia, existe em Madinah uma mesquita em que o profeta permitiu que se rezasse tanto para a direcção de Meca como para a direcção de Jerusalém, Al-Aqsa (não me recordo ao certo o nome da mesquita, mas chama-se de uma forma comum por " Mesquita de 2 Qiblas") No Alcorão, Allah afirma:

“ Aonde quer que vás, orienta o teu rosto para a Sagrada Mesquita. Onde quer que estejais, voltai vossos rostos na sua direção”. (Surah 2, vers. 150)

Antigamente, e no tempo do profeta e até mesmo nomeadamente durante a ocupação da Península Ibérica, não haviam bússulas como existem hoje para determinarmos a direcção de Qibla. Os nossos antepassados construíam então determinados pólos ou seguiam-se por montanhas e coisas do género para determinarem a direcção. Os mirantes das mesquitas eram também direccionados para Meca permitindo uma fácil adaptação a todos os povos.

Para além disso, haviam sempre os métodos mais tradicionais, mas só os conhecedores desses métodos é que possuiam a capacidade de determinar a direcção.

Actualmente, em qualquer loja que venda tapetes para orações, relógios para o Azan e coisas do género, mesmo em Lisboa, no Martim Moniz, Odivelas ou Laranjeiro poderá encontrar umas bússulas que têm predefenida a direcção para se rezar para Meca, e basta-nos ver o código e acertar os ponteiros. Pode parecer difícil, mas comprando uma bússula destas perceberão logo o que estou a tentar explicar.

Mas imaginemos que não existe nenhuma mesquita orientada, não existe bússula alguma , e estamos por exemplo num  hotel  em viagem  num país não muçulmano. Não poderemos possivelmente pedir ajuda a alguém que lá viva, logo teremos que fazer um esforço para tentarmos delinear o trajecto desde a última mesquita/local em que estivemos a rezar, e tentar descubrir a orientação exacta.

Porém, se não conseguirmos determinar a orientação, devemos rezar na direcção que mais nos convier e que acharmos mais correcta. Se durante a oração, alguém nos vier dizer que estamos a rezar para uma direcção errada devemos corrigir e continuar a rezar sem interromper a oração.

Por outro lado, muitos se questionam da posição na oração. O Nosso Profeta S.A.W. diz-nos que se estivermos doente, se estivermos em fuga de um ataque ao inimigo (referindo-se aos tempos mais antigos), devemos rezar na posição que mais nos convier, deitado, sentado, ou "no cavalo", se for caso disso. A posição base e obrigatória para todos os outros casos é de pé.

Muitos de nós, quando estão no avião ou num barco não conseguem ter noção da direcção para onde rezar, pois estes meios de transporte curvam constantemente. Nesses casos, não é preciso orientarmo-nos de forma nenhuma, pois qualquer direcção em que se reze será aceite.

Salams
islamnet.eu

 


Tags: , , , , , , , , , , , ,
Posted in Uncategorized | 2 Comments »

Outras acções para o dia de Sexta-feira

Written by mh on July 6, 2007 – 12:09 pm -

Salams,
No dia de sexta-feira devemos acordar mais cedo do que nos outros dias. Deve-se usar roupa lavada. Na mesquita, não se deve tentar passar os safs do namaz quando eles estão completos.
Neste dia é muito benéfico rezar-se o Surah Khaf como também durud sharif vezes sem conta. Entre o Khutbah deve-se fazer o duá silenciosamente, sem perturbar os outros, pois é makhrub ( não é bom) fazê-lo em vóz alta. É também muito bom recitar o duá antes de  Maghrib.
Salams, JUMAH-MUBARAK
disuta este tópico aqui:
http://merajnet.16.forumer.com/viewtopic.php?t=1185&start=0&postdays=0&postorder=asc&highlight=

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
Posted in Uncategorized | No Comments »

A Mulher Muçulmana

Written by mh on April 28, 2007 – 11:10 am -

No meio das trevas que envolviam o mundo, a revelação divina ecoou no vasto deserto da Arábia com uma nova, nobre e universal mensagem para a humanidade:


“Ó humanos, temei a vosso Senhor que vos criou de um só ser, do qual criou sua companheira e, de ambos, fez descender inumeráveis homens e mulheres”.(4ª. Surata, versículo 1).


Ponderando sobre esse versículo, podemos dizer que não há um texto, antigo ou novo, que trate da afabilidade da mulher, em todos os aspectos, com tão espantosa brevidade, eloqüência, profundeza e originalidade como esse decreto divino.


Acentuando essa nobre e natural concepção, o Alcorão diz: “Ele (Deus) foi Quem vos criou de um só ser e, do mesmo, plasmou a sua companheira, para que convivesse com ela…” (7ª. Surata, versículo 189).


“Deus vos designou esposas de vossa espécie e delas vos concedeu filhos e netos e vos agraciou com todo o bem.”(16ª. Surata, versículo 72).


O ASPECTO ESPIRITUAL


O Alcorão fornece uma clara evidência de que a mulher está completamente igualada ao homem, na visão de Deus, quanto aos seus direitos e responsabilidades:


“Toda alma é depositária das suas ações.” (74ª. Surata, versículo 38).“A quem praticar o bem, seja homem ou mulher, e for fiel, conceder-lhe-emos uma vida agradável e o premiaremos com uma recompensa superior ao que houver feito”. (16ª. Surata, versículo 97).


A mulher, de acordo com o Alcorão, não é responsável pelo pecado original de Adão. Ambos erraram com a sua desobediência a Deus, ambos se arrependeram e foram perdoados. (Alcorão, 2ª. Surata, versículos 36-37). De fato, num versículo (2ª. Surata, versículo 121), Adão, especificamente, é o culpado.


Em termos de obrigações religiosas tais como as orações diárias, o jejum, o Zakah e a peregrinação, a mulher não se difere do homem. Em alguns casos, na verdade, a mulher tem certas vantagens sobre o homem. Por exemplo, a mulher fica isenta das orações diárias e do jejum durante o seu período menstrual e na sua dieta pós-parto. Fica também isenta de jejuar durante a sua gravidez e quando estiver amamentando, se houver qualquer ameaça à sua saúde ou à saúde do bebê. Se o jejum posposto é obrigatório (durante o mês de Ramadan), ela pode repor os dias pospostos quando puder fazê-los. Não terá de repor as orações perdidas pelas razões acima mencionadas. As mulheres costumavam ir às mesquitas durante os dias do Profeta; e daí em diante, a oração em congregação na sexta-feira passou a ser opcional para elas enquanto é obrigatória para os homens.


Certamente, este é um toque sensível dos ensinamentos islâmicos. pois considera o fato de que a mulher pode estar amamentando seu filho ou cuidando dele, e assim torna-se incapaz de ir à mesquita na hora das orações. Leva em consideração também as mudanças fisiológicas e psicológicas associadas às funções de sua natureza feminina.


O ASPECTO SOCIAL


a) Como Criança e Adolescente.


A despeito da aceitação social do infanticídio feminino entre algumas tribos árabes, o Alcorão proibiu esse costume e o considerou um crime como outro qualquer.


“Quando a filha, sepultada viva, for interrogada: Por que delito foi assassinada?” (81ª. Surata, 8-9). O Islam exige que a menina seja tratada com amabilidade e justiça. Dentre os ditos do Profeta Muhammad (Deus o abençoe e lhe dê paz) a esse respeito, citamos os seguintes:


"Aquele que tiver unta filha e não a enterra viva, não a insultar, e não preferir o filho homem a ela, Deus o introduzirá no Paraíso”. O direito da mulher de procurar o conhecimento não é diferente do direito dos homens. O Profeta Muhammad disse: “Procurar o conhecimento é obrigação de todo muçulmano e muçulmana.”


b) Como Esposa


O Alcorão indica claramente que o casamento é compartilhado pelas duas metades da sociedade; e seus objectivos, além de perpetuarem a espécie, são o bem-estar emocional e a harmonia espiritual.  As suas bases são o amor e a compaixão. Entre os mais impressivos versículos do Alcorão a respeito do casamento, citamos:


“Entre Seus sinais estão de haver-vos criado companheiras de vossa mesma espécie para que com elas convivais; e vos vinculou pelo amor e pela piedade.” (30ª. Surata, versículo 21).


De acordo com a lei islâmica, a mulher não pode ser forçada a casar sem o seu consentimento.

Além de todas as outras provisões para a proteção da mulher no tempo de casada, foi especificamente decretado que ela tem todo o direito do desfrutar de seu dote, o que é dado a ela pelo marido, e está incluído no contrato nupcial. Tal propriedade não é transferível a seu pai ou marido.


O conceito do dote no Islam não representa nem preço real, nem simbólico da mulher, como era o caso com algumas culturas, mas é um presente, simbolizando amor e afeição. As regras para a vida matrimonial no Islam são claras e estão em harmonia com a honrada natureza humana. Em consideração à constituição fisiológica e psicológica do homem e da mulher, ambos têm direitos iguais e deveres mútuos, exceto em uma responsabilidade, a de liderança. É uma questão natural em qualquer vida coletiva, e é consistente com a natureza do homem.

O Alcorão diz:

“Elas têm direito sobre eles, como eles os têm sobre elas; embora os homens mantenham o predomínio.” (2ª. Surata, versículo 228).


Tal predomínio é representado pela manutenção e proteção. Isso se refere à diferença natural entre os dois sexos o que outorga proteção ao sexo feminino. Não implica, porém, em superioridade ou vantagem perante a lei. Assim, o desempenho da liderança do homem em relação a sua família não significa a predominância do marido sobre a esposa. O Islam dá ênfase à importância de pedir conselho e anuência mútuos nas decisões familiares.


Além dos direitos básicos da mulher como esposa, vem o direito acentuado pelo Alcorão, e intensamente recomendado pelo Profeta: tratamento amável e camaradagem. O Alcorão diz:


“Harmonizai-vos com elas; pois se as menos prezardes, podereis estar depreciando um ser que Deus dotou de muitas virtudes”.(4ª. Surata, versículo 19).


O Profeta Mohammad disse: “O melhor dentre vós é o melhor para a sua família, e eu sou o melhor dentre vós para a minha família”. Uma vez que o direito da mulher de decidir sobre o seu casamento é reconhecido, o seu direito de pedir o término de um casamento fracassado é também reconhecido. Para proporcionar estabilidade da família, contudo, e visando a sua proteção quanto a decisões precipitadas, sob tensão emocional temporária, certos passos e períodos de espera devem ser observados pelo homem e pela mulher que estão se divorciando.


c) Como Mãe


O Islam considera a amabilidade para com os pais próxima da adoração de Deus:


 “O decreto de teu Senhor é que não adoreis senão a Ele; que sejais indulgentes com vossos pais.” (17ª. Surata, versículo 23). Além do mais, o Alcorão apresenta uma recomendação especial para o bom tratamento às mães:


“E recomendamos ao homem benevolência para com seus pais. Sua mãe o suporta entre dores e dores…” (31ª. Surata, versículo 14). Uma famosa tradição do Profeta, diz: “O Paraíso jaz aos pés das mães”.


d) Poligamia


Nas leis religiosas da antiguidade, não existe nenhuma restrição quanto ao numero de esposas que um homem pode ter. Todos os profetas bíblicos eram polígamos. Até na cristandade, que se tornou sinônimo da monogamia, o próprio Jesus Cristo jamais pronunciou uma palavra contra a poligamia; por outro lado, há eminentes teólogos cristãos, como Lutero, Melancton, Bucer e outros, que não teriam hesitado em concluir pela legalidade da poligamia a partir da parábola das dez virgens, contida no Evangelho de Mateus (25: 1-12), na qual Jesus Cristo prevê a possibilidade de um homem casar-se com até dez mulheres ao mesmo tempo.


Se os cristãos não querem se beneficiar da permissão que o próprio Jesus Cristo parece ter-lhes dado, a lei não está alterada por causa disso. Isto também vale para os muçulmanos, cuja lei é, além do mais, a única da história, que expressamente limita o número máximo permissível de esposas. Circunstâncias há que podem requerer o tomar outra esposa, mas o direito é garantido, de acordo com o Alcorão, somente na condição de que o marido seja escrupulosamente equânime.


“Podereis desposar duas, três ou quatro das que vos aprouver entre as mulheres. Mas, se temerdes não poder ser equitativo para com elas, casai, então, com uma só”.(4ª. Surata, versículo três).


Na realidade, a lei muçulmana está mais perto da razão, pois ela admite a poligamia quando a própria mulher consente com tal modo de vida. O preceito não impõe a poligamia, somente a permitindo em determinados casos.

 Ela depende unicamente do consentimento da mulher. Isso se aplica tanto à primeira esposa, quanto à pretendida segunda. Seria desnecessário observar que a suposta segunda mulher pode simplesmente recusar-se a casar com o homem que já tem uma esposa; pois já vimos que ninguém pode forçar uma mulher a contrair laços matrimoniais sem seu próprio consentimento.

Se a mulher concorda em ser co-esposa, não é só a lei que deve ser considerada como cruel e injusta para com as mulheres, e como favorecedora somente dos homens. Quanto à primeira esposa, o ato de poligamia depende dela, já que por ocasião do seu casamento pode exigir a aceitação, e inserção, no documento referente ao contrato nupcial, de cláusula assegurando que seu marido pratique somente a monogamia.

 Tal cláusula é tão válida quanto qualquer outra de um contrato legal. Se uma mulher não quiser utilizar esse seu direito, não será a legislação que a obrigará a fazê-lo. A poligamia não é a regra, e sim a exceção, com vantagens multilaterais, sociais, entre outras; e a lei islâmica tem orgulho de sua própria maleabilidade.

http://islamemlinha.com/revista/index.php?option=com_content&task=view&id=40&Itemid=1


Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
Posted in Uncategorized | 8 Comments »

MUHAMMAD NA BÍBLIA – Já estava escrito….

Written by mh on April 6, 2007 – 12:42 pm -

Por Dr. Jamal Badawi

 

"Aqueles que seguem o Apóstolo, o Profeta iletrado, a quem
eles acham mencionado em sua Tora e no Evangelho…"
(Alcorão 7:157)

 

1. AS PROFECIAS BÍBLICAS SOBRE O ADVENTO DE MOHAMMAD

Abraão é amplamente respeitado como o Patriarca do monoteísmo e o pai comum de judeus, cristãos e muçulmanos. Através de seu segundo filho, Isaac, vieram todos os profetas, inclusive os mais proeminentes, como Jacó, José, Moisés, Davi, Salomão e Jesus. Que a paz e a bênção de Deus estejam sobre todos eles. O advento desses grandes profetas foi um cumprimento parcial das promessas de Deus, de abençoar as nações da terra através dos descendentes de Abrão (Gênesis 12:2.3). Este fato é sinceramente aceito pelos muçulmanos, cuja fé considera a crença e o respeito a todos os profetas um artigo de fé.


2. AS BÊNÇÃOS DE ISMAEL E ISAAC

Estaria o primogênito de Abraão (Ismael) e seus descendentes incluídos no pacto e na promessa de Deus? Alguns versículos da Bíblia podem ajudar a esclarecer um pouco esta questão:

1) Gênesis 12:2-3 fala da promessa de Deus a Abraâo e seus descendentes antes que qualquer filho seu nascesse.

2) Gênesis 17:4 reitera a promessa de Deus após o nascimento de Ismael e antes do nascimento de Isaac.

3) Gênesis, cap. 21 Isaac é especialmente aben&ccediloado, mas Ismael, a quem Deus prometeu transformar em uma "grande nação", também é especialmente abençoado, principalmente em Gênesis 21:13, 18.

4) De acordo com Deuteronômio 2l:15-17, os direitos e privilégios tradicionais do primogênito não podem ser alterados por causa do "status" de sua mãe (seja uma mulher livre, como Sara, a mãe de Isaac, ou uma escrava, como Hagar, a mãe de Ismael). Este fato, apenas confirma os princípios humanitários e morais de todas as crenças reveladas.

5) A legitimidade completa de Ismael como filho e "semente" de Abraão, e a legitimidade completa de sua mãe, Hagar, como esposa de Abraão, estão claramente declaradas em Gênesis 21:13 e 16:3.

Depois de Jesus, como o último profeta e mensageiro israelita, chegou a hora de a promessa de Deus, de abençoar Ismael e seus descendentes, ser cumprida. Menos de 600 anos anos depois de Jesus, chegou o último mensageiro de Deus, Mohammad, da descendência de Abraão, através de Ismael. As bênçãos de Deus sobre os dois principais ramos da árvore genealógica de Abraão estavam agora cumpridas. Mas, haverá outras provas que corroborem o fato de que a Bíblia, na verdade, predisse a chegada de Mohammad?

3. MOHAMMAD: O Profeta como Moisés

Muito tempo depois de Abraão, a promessa de Deus de enviar um tão esperado Mensageiro foi repetida, desta vez nas palavras de Moisés.

Em Deuteronômio 18:18, Moisés assim falou sobre o profeta a ser enviado por Deus:

1) Dentre os famialiares dos israelitas, numa clara referência aos seus primos ismaelitas porque Ismael era o outro filho de Abraão, a quem foi prometido, explicitamente, se tornar uma "grande nação".

2) Um profeta como Moisés. Jamais houve dois profetas tão semelhantes entre si como Moisés e Mohammad. Ambos receberam um extenso código legal de vida, ambos enfrentaram seus inimigos e foram vencedores de forma miraculosa, ambos eram aceitos como profetas/autoridades e ambos migraram em razão de conspirações para assassiná-los. As analogias emtre Moisés e Jesus deixam passar, não somente essas semelhanças mas, também, outras importantes (por exemplo, o nascimento natural, vida familiar e morte de Moisés e Mohammad, mas não de Jesus, que era respeitado por seus seguidores como o Filho de Deus e não como um mensageiro de Deus, exclusivamente, como Moisés e Mohammad o eram e como os muçulmanos acreditam que Jesus era).

4. O PROFETA ESPERADO TINHA QUE VIR DA ARÁBIA

O Deuteronômio 33:1.2 combina as referências a Moisés, Jesus e Mohammad. Fala de Deus (isto é, da revelação de Deus) chegando do Sinai, surgindo de Seir (provavelmente a cidade de As’ir, próxima a Jerusalém) e brilhando além de Paran. De acordo com Gênesis 2l:2l, o deserto de Paran era o lugar onde Ismael acampou (isto é, a Arábia, especificamente Macca).

Na verdade, a versão da Bíblia do Rei James, menciona os peregrinos passando pelo vale de Ba’ca (um outro nome de Macca) nos Salmos 84:4-6.

Isaías 42:1-13, fala do amado de Deus. Seu eleito e mensageiro que trará a lei a ser aguardada nas ilhas e que "não fracassará nem desanimará até que ele tenha fixado o julgamento sobre a terra." O versículo 11, liga aquele mensageiro aguardado aos descendentes de Ke’dar. Quem é Ke’dar? De acordo com o Gênesis 25:13, Ke’dar era o segundo filho de Ismael, o antepassado de Mohammad.

5. ESTARIA A MIGRAÇÃO DE MOHAMMAD DE MACCA PARA MEDINA
PROFETIZADA NA BÍBLIA?

Habakkuk 3:3 fala de Deus (ajuda de Deus) vindo de Te’man (um oásis ao norte de Medina, de acordo com o Dicionário da Bíblia deJ. Hasting) e do santo (vindo) de Paran. Aquele santo, que, sob perseguição, migrou de Paran (Macca) para ser recebido entusiasticamente em Medina, não era outro senão o profeta Mohammad.

Na verdade, o incidente da migração do profeta, e de seus seguidores perseguidos, está descrito com todas as cores em Isaías 21:13-17, assim como profetiza a batalha de Badr, na qual uns poucos fiéis desarmados, milagrosamente derrotaram os poderosos de Ke’dar, que queriam destruir o Islam e intimidar seus próprios companheiros, que se voltavam para o Islam.

6. O ALCORÃO FOI PROFETIZADO NA BÍBLIA?

Durante 23 anos, as palavras de Deus (o Alcorão) foram sendo postas na boca de Mohammad. Ele não foi o autor do Alcorão. O Alcorão foi ditado a ele pelo Anjo Gabriel, que pedia que Mohammad simplesmente repetisse as palavras, conforme ele as ia ouvindo. Estas palavras foram, então, guardadas na memória e escritas por aqueles que as ouviram durante a existência de Mohammad, e sob sua supervisão.

Seria, então, uma coincidência, que o profeta "como Moisés", da "família " dos israelitas (isto é, dos ismaelitas), fosse também descrito como aquele, em cuja boca Deus poria suas palavras, e que falaria em nome de Deus? (Deuteronômio 18:18) Também teria sido coincidência que o "Paracleto" , cuja chegada Jesus profetizou, fosse descrito como aquele que "não falar´ por ele, mas por aquilo que ele ouvirá, que ele falará …" ?(João 16:13)

Teria sido uma outra coincidência, que Isaías fizesse a conexão entre o mensageiro, ligado a Ke’dar, e uma nova canção (uma escritura numa nova língua) para ser cantada pelo Senhor? (Isaías 42:10-11). Mais explicitamente, Isaías profetiza "com lábios balbuciantes, e uma outra língua, falará a seu povo" (Isaías 28:11). Este último versículo, descreve corretamente os "lábios balbuciantes" do Profeta Mohammad, refletindo o estado de tensão e concentração que ele atingiu durante o tempo da revelação. Um outro ponto é que o Alcorão foi revelado em pequenas doses, durante 23 anos. É interessante comparar este fato com Isaías 28:19, que fala a mesma coisa.

6. AQUELE PROFETA, O PARACLETO, MOHAMMAD

Na época de Jesus (a paz esteja sobre ele), os israelitas ainda esperavam por aquele profeta como Moisés, conforme profetizado em Deuteronômio 18:18. Quando João Batista chegou, foi-lhe perguntado se ele era o Cristo e ele respondeu "não". Então lhe perguntaram se era Elias, e ele lhes disse que "não". Então, numa aparente referência ao Deuteronômio 18:18, lhe perguntaram "Você é aquele Profeta?" e João respondeu que não (João 1:19-21).

No Evangelho segundo João (capítulos 14, 15, 16), Jesus falou do "Paracleto", ou o consolador, que chegaria depois dele, que seria enviado pelo pai como um outro Paracleto, que ensinaria novas coisas que os contemporâneos de Jesus não podiam entender. Ainda que o Paracleto seja descrito como o espírito da verdade, (cujo significado lembra o famoso título de Mohammad, Al-Amin, o honrado), ele é identificado em um único versículo como o Espírito Santo (João 14:26). Contudo, tal designação é inconsistente com o perfil daquele Paracleto. Nas palavras do Dicionário da Bíblia (Ed. J. Mackenzie), "Estes ítens, deve-se admitir, não são um quadro completamente coerente."

Na verdade, a história nos fala que muitos dos primeiros cristãos entendiam que o Paracleto era um homem e não um espírito. Isto talvez explicasse porque respondiam àqueles que reivindicavam, sem encontrar o critério estipulado por Jesus, ser ele o esperado "Paracleto".

O Profeta Mohammad (que a paz esteja sobre ele) foi o Paracleto., o Consolador, o socorredor, o admoestador enviado por Deus após Jesus. Ele testemunhou sobre Jesus, ensinou novas coisas que não poderiam ter sido ensinadas no tempo de Jesus, falou o que ele ouvia (revelação), habita entre os crentes (através de seus ensinamentos preservados). Tais ensinamentos permanecerão para sempre, porque ele foi o último mensageiro de Deus, o único Mensageiro Universal a unir toda a humanidade ao abrigo de Deus e no caminho da verdade PRESERVADA. Ele falou sobre muitas coisas que estariam por vir nos mínimos detalhes, sobre o critério dado por Moisés para distinguir entre os falsos e os verdadeiros profetas (Deuteronômio 18:22). Ele reprovou o mundo do pecado, falou sobre a justiça e o julgamento (João 16:8-11).

7. A MUDANÇA DA LIDERANÇA RELIGIOSA FOI PROFETIZADA?

Após a rejeição do último profeta israelita, Jesus, já era tempo de que a promessa de Deus, de fazer de Ismael uma grande nação, fosse cumprida (Gênesis 21:19, 18).

Em Mateus 21:19-21, Jesus falou da figueira sem frutos (um símbolo bíblico de herança profética) a ser liberada, após ter sido dada uma última chance de três anos (a duração do ministério de Jesus) para dar frutos. Em um versículo posterior, no mesmo capítulo, Jesus disse: Em verdade, vos digo: o reino de Deus será tomado de vós e entregue a uma nação que produzirá o fruto a partir daí." (Mateus 21:43). Aquela nação dos descendentes dos ismaelitas (a pedra rejeitada em Mateus 21:42), que venceu todos os super-poderes de seu tempo, conforme profetizado por Jesus: "E quem quer que caia sobre esta pedra se quebrará, mas sobre quem ela cair, pulverizar-se-á." (Mateus 2l:44).

8. COINCIDÊNCIA?

Será possível que as numerosas profecias aqui citadas estejam, individualmente ou combinadas, no contexto das interpretações erradas? Será o contrário verdade, isto é, que tais versículos raramente estudados se encaixam e, consistente e claramente, apontam para o advento do homem que mudou o curso da história humana, Profeta Mohammad (que a paz esteja com ele)? Será razoável concluir que todas essas profecias, que aparecem em diferentes livros da Bíblia, e ditas por vários profetas, em épocas diferentes, fossem todas coincidência? Se assim for, eis aqui uma outra estranha "coincidência"!

Um dos sinais do profeta que chegará de Paran (Macca),éé que ele virá "com 10.000 santos" (Deuteronômio 33:2 KJV). Este era o número de fiéis que acompanharam o Profeta Mohammad a Paran (Macca), em seu retorno vitorioso, sem derramamento de sangue, à sua terra natal, para destruir os símbolos remanescentes da idolatria na Ka’bah.

Caro Leitor:

Possa a luz da verdade brilhar em seu coração e mente. Que possa levá-lo no caminho da paz e da certeza nesta vida, e da felicidade eterna no Além.





Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
Posted in Uncategorized | No Comments »

Receba as últimas actualizações no seu e-mail

Insira o seu endereço de E-mail:

Distribuido porFeedBurner

  • Arquivo

  • An-Nahdah