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	<title>IslamNet.eu &#187; diálogo</title>
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		<title>A Fé em Deus</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 18:58:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mymuslim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A palavra Isl&#227;o, significa literalmente, obedi&#234;ncia a Deus. Ent&#227;o, acreditar em Deus &#233; a primeira base da f&#233; isl&#226;mica, pois o ser humano deve acreditar em Deus para o obedecer. Por&#233;m, o Homem n&#227;o pode ser obediente a n&#227;o ser que saiba a quem ser obediente e como s&#234;-lo. Isto parece muito confuso e complicado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">A palavra Isl&atilde;o, significa literalmente, obedi&ecirc;ncia a Deus. Ent&atilde;o, acreditar em Deus &eacute; a primeira base da f&eacute; isl&acirc;mica, pois o ser humano deve acreditar em Deus para o obedecer. Por&eacute;m, o Homem n&atilde;o pode ser obediente a n&atilde;o ser que saiba a quem ser obediente e como s&ecirc;-lo. Isto parece muito confuso e complicado, mas de facto n&atilde;o o &eacute;. Vejamos um exemplo: Um servidor n&atilde;o pode servir o seu Mestre a n&atilde;o ser que aquele saiba algumas &quot;bases&quot; do Mestre para O poder identificar e seguir as suas ordens.</p>
<p>Toda a humanidade est&aacute;, desde &agrave; nascen&ccedil;a, tendenciada para acreditar na exist&ecirc;ncia de Deus, e na sua unicidade e perfei&ccedil;&atilde;o. Ele &eacute; o criador de tudo na terra e nos c&eacute;us. Ele legisla e de certo modo sustenta o Universo e n&atilde;o existe ningu&eacute;m, que consiga fazer o que ele faz. Ele n&atilde;o &eacute; um g&eacute;nio mal&iacute;gno como muitos afirmaram e afirmam, pois ele n&atilde;o engana, ele &eacute; PERFEITO. Ele deu ao universo um completo c&oacute;digo de vida:</div>
<p></p>
<div style="text-align: justify; font-weight: bold;">&quot;<font class="content">Glorificado seja Quem criou pares de todas as esp&eacute;cies, tanto naquilo que a terra produz como no que eles mesmos geram, e ainda mais o que ignoram. </font><font class="content"> E tamb&eacute;m &eacute; sinal, para eles, a noite, da qual retiramos o dia, e ei-los mergulhados nas trevas! </font><font class="content">E o sol, que segue o seu curso at&eacute; um local determinado. Tal &eacute; o decreto do Onisciente, Poderos&iacute;ssimo. </font><font class="content">E a lua, cujo curso assinalamos em fases, at&eacute; que se apresente como um ramo seco de tamareira.</font> <font class="content">N&atilde;o &eacute; dado ao sol alcan&ccedil;ar a lua; cada qual gira em sua &oacute;rbita; nem a noite, ultrapassar o dia.&quot; (Ya-sin 36:36 a 36:40, tradu&ccedil;&atilde;o <a href="http://myciw.org/modules.php?name=Alcorao&amp;action=viewayat&amp;surano=36&amp;page=4">Myciw.org</a> )</p>
<p><span style="font-weight: normal;">Ser&aacute; que n&oacute;s podemos ter a percep&ccedil;&atilde;o da sua exist&ecirc;ncia? De acordo com o conhecimento que foi transmitido pelo Profeta Muhammad (SAW-Que a paz esteja com ele) e pelos seus companheiros (que Allah os tenha), aos seus sucessores e a todos os outros mu&ccedil;ulmanos (que Allah os mantenha em paz a todos), Deus pode ser percebido pela Humanidade atrav&eacute;s das suas qualidades divinas e pelos seus atributos tamb&eacute;m divinos.</p>
<p>As Suas qualidades divinas s&atilde;o:</p>
<p>1. Ele &eacute; o Opmipresente<br />2. Ele &eacute; o &quot;Eterno&quot;<br />3. Ele &eacute; o Incessante<br />4. Ele &eacute; &Uacute;nico<br />5. Ele &eacute; diferente daqueles que criou (n&oacute;s, seres imperfeitos; os animais; o mundo)<br />6. Ele &eacute; Sustenta-se a si pr&oacute;prio</p>
<p>Os seus atributos s&atilde;o:</p>
<p>1. Ele &eacute; o Omnisciente<br />2. Ele &eacute; o que tudo Ouve<br />3. Ele &eacute; aquele que tudo V&ecirc;<br />4. A sua vontade &eacute; absoluta<br />5. Ele &eacute; Omnipotente<br />6. A sua l&iacute;ngua &eacute; &uacute;nica<br />7. Ele &eacute; o criador de todas as coisas</p>
<p>Esta &eacute; a descri&ccedil;&atilde;o do Criador, uma descri&ccedil;&atilde;o explicada por Ele mesmo ao seu Sagrado Mensageiro, Muhammad (que a paz esteja com ele). E pela Sua sensatez, Raz&atilde;o e Conhecimento, o Homem consegue percepcionar Deus, pela observa&ccedil;&atilde;o e contempla&ccedil;&atilde;o de in&uacute;meros sinais.<br />Mas a intelectualidade e capacidade do Homem n&atilde;o est&aacute; livre de dificuldade e certamente n&atilde;o est&aacute; livre de errar. Deus, na sua miseric&oacute;rdia, diminuiu a dificuldade os seus Servidores enviando o &quot;Homem entre eles&quot;, que transmitiu o verdadeiro conhecimento Dele e das Suas Divinas Qualidades e Atributos. Um companheiro do Profeta (que a paz esteja com ele) disse que Abu Said Al-Khudri narrou:</p>
<p>&quot;Um homem ouviu outro a recitar(nas suas ora&ccedil;&otilde;es): &quot;Disse (&Oacute; Muhammad): &quot;Ele &eacute; Allah, o &Uacute;nico &quot;(112.1) E ele recitou repetidamente esse verso do Alcor&atilde;o. Quando era de manh&atilde;, ele foi ter com o Profeta e informou-o que considerava a recita&ccedil;&atilde;o do Surah insuficiente. Muhammad (SAW- Que a paz esteja com ele) disse, &quot;Por Ele, que a minha vida est&aacute; nas suas m&atilde;os, (esse Surah) &eacute; igual a um ter&ccedil;o do Alcor&atilde;o Sagrado.&quot;</p>
<p>Vejamos a imensidade e o poder dado a uma passagem sobre o Omnisciente, no Alcor&atilde;o.</p>
<p>Que Allah d&ecirc; Hidayat a todos v&oacute;s e que tenham F&eacute; em Deus.</p>
<p>Salams<br />islamnet.eu<br /></span></font></div>
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		<title>Mais de 100.000 visitas em um ano e meio</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Apr 2008 16:36:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mymuslim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Salams. H&#225; momentos decidi olhar para o contador (statcouter) no site e verifiquei que tinhamos j&#225; passado a fasquia dos 100.000 visitantes &#250;nicos, o que &#233; muito gratificante para n&#243;s, Islamnet.eu. Esperamos que para o pr&#243;ximo ano cheguemos &#224; fasquia das 100.000 visitas e que continuemos e prossiguemos assim a melhorar em termos de conte&#250;do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Salams. H&aacute; momentos decidi olhar para o contador (statcouter) no site e verifiquei que tinhamos j&aacute; passado a fasquia dos 100.000 visitantes &uacute;nicos, o que &eacute; muito gratificante para n&oacute;s, Islamnet.eu.</p>
<p>Esperamos que para o pr&oacute;ximo ano cheguemos &agrave; fasquia das 100.000 visitas e que continuemos e prossiguemos assim a melhorar em termos de conte&uacute;do e de ajuda/suporte, que &eacute; realizada pelo nosso e-mail <a href="mailto:geral@islamnet.eu">geral@islamnet.eu</a>.</p>
<p>N&oacute;s queremos continuar a evoluir e para tal precisamos tamb&eacute;m de mais colaboradores que desejem escrever e postar no blog, seja neste ou seja no <a href="http://MuslimLive.net">MuslimLive.net</a> que &eacute; um novo projecto em ingl&ecirc;s em colabora&ccedil;&atilde;o com <a href="http://merajnet.com">Merajnet.com</a>.</p>
<p>Na altura em que iniciei o blog islamnet, n&atilde;o haviam grandes comunidades de blogs na internet em portugu&ecirc;s cujo tema fosse o Isl&atilde;o. Agora isso j&aacute; n&atilde;o acontece, e existem mais alguns blogs isl&acirc;micos na blogosfera de l&iacute;ngua portuguesa. N&oacute;s desejamos que este tipo de blogs continuem a crescer, e que o Isl&atilde;o passe a ser melhor entendido por aqueles que nos v&ecirc;em por fora.</div>
<p>Deixo ent&atilde;o uma lista de blogs isl&acirc;micos da blogosfera de l&iacute;ngua portuguesa:<br /><a href="http://mundoislamico.wordpress.com"><br />Mundo Isl&acirc;mico</a></p>
<p><a href="http://centroculturalislamicodoporto.blogspot.com">Centro Cultural Isl&acirc;mico do Porto</a></p>
<p><a href="http://mocambiqueislamico.blogspot.com">Mo&ccedil;ambique Isl&acirc;mico</a></p>
<p><a href="http://portugal-islamico.blogspot.com">Portugal Isl&acirc;mico</a></p>
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		<title>Diálogos críticos sobre o conhecimento</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2007 19:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mh</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#34;A ignor&#226;ncia sobre os outros n&#227;o precisa de ser combatida com p&#225;s e picaretas&#34; &#160;&#160;&#160; Um epis&#243;dio marcante na minha experi&#234;ncia enquanto mu&#231;ulmana e na rela&#231;&#227;o com outros mu&#231;ulmanos aconteceu enquanto estudante de &#193;rabe na American University of Cairo. Num per&#237;odo em que a fractura sect&#225;ria entre o povo sunita eg&#237;pcio e os fatimidas xiitas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"><font size="3"><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">&quot;A ignor&acirc;ncia sobre os outros n&atilde;o precisa de ser combatida com p&aacute;s e picaretas</span></span>&quot; <br /></font></div>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; <font size="2"><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">Um epis&oacute;dio marcante na minha experi&ecirc;ncia enquanto mu&ccedil;ulmana e na rela&ccedil;&atilde;o com outros mu&ccedil;ulmanos aconteceu enquanto estudante de &Aacute;rabe na American University of Cairo. Num per&iacute;odo em que a fractura sect&aacute;ria entre o povo sunita eg&iacute;pcio e os fatimidas xiitas ismailis ainda n&atilde;o se exprimira no rec&eacute;m-inaugurado Parque Al-Azhar, um gesto conjunto da constru&ccedil;&atilde;o de um projecto de desenvolvimento social e econ&oacute;mico, de beleza e nobreza paisag&iacute;stica, fazendo da maior lixeira intrat&aacute;vel da cidade uma &aacute;rea urbana bela e cobi&ccedil;ada, foi-me aconselhado n&atilde;o revelar a minha identidade religiosa. </span><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contudo, dois meses longe da fam&iacute;lia e da comunidade trazem-nos &agrave;s vezes renovados sentimentos de comunitarismo. Assim, numa tarde em que despertei de uma sesta sob o calor do Ver&atilde;o intenso e que fui lavar a cara, uma mu&ccedil;ulmana perguntou-me se me preparava para a ora&ccedil;&atilde;o da tarde. N&atilde;o sendo minha tradi&ccedil;&atilde;o a pr&aacute;tica da ora&ccedil;&atilde;o da tarde em congrega&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o achei mal. Ali&aacute;s, achei at&eacute; que seria um bom motivo para estreitarmos os nossos la&ccedil;os de f&eacute;. O resultado deste poss&iacute;vel &quot;encontro&quot; foi desastroso para mim e frustrante e confuso para a jovem mu&ccedil;ulmana. Tudo correu mal do ponto de vista das formalidades pr&aacute;ticas. Fiz as ablu&ccedil;&otilde;es no &quot;sentido inverso&quot; de como &quot;se devia&quot;; os membros foram lavados na ordem trocada; o len&ccedil;o que usei n&atilde;o era o mais apropriado; os bra&ccedil;os descobertos&#8230; requeriam um; e, no fim de tudo, quando me prostrei e pedi aux&iacute;lio ao todo-poderoso para me acompanhar generosa e benevolentemente naquele que era o dia mais dif&iacute;cil para mim como crente, o meu vestido da Dorothy Perkins, que era o mais comprido que havia para trazer para estas bandas do pudor, abriu-se no meio das pernas deixando ver as minhas pecaminosas coxas! Depois de todo este desaire, a mo&ccedil;a perguntou a uma colega de curso, que era t&atilde;o ismailita quanto eu, h&aacute; quanto tempo me tinha convertido ao Isl&atilde;o. </span><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lamentei que naquele dia nada lhe tivesse contado sobre as maravilhas que encontro nos meus c&acirc;nticos devocionais mu&ccedil;ulmanos de origem indiana, ou das dan&ccedil;as e m&uacute;sicas afro-indianas que celebramos em &eacute;pocas festivas. Lamento ainda que o nosso conhecimento se tenha resumido a preconceitos. Que a ignor&acirc;ncia tenha fechado o caminho a uma descoberta fant&aacute;stica sobre o outro, que afinal &eacute; igualmente mu&ccedil;ulmano. </span><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sempre que me refiro &agrave; ignor&acirc;ncia que temos uns sobre os outros e &agrave;s consequ&ecirc;ncias negativas que o desconhecimento pode trazer na rela&ccedil;&atilde;o conflitual entre povos e na&ccedil;&otilde;es, refiro-me n&atilde;o apenas ao que n&atilde;o se conhece sobre os mu&ccedil;ulmanos, da sua hist&oacute;ria ao seu desenvolvimento civilizacional, mas sugiro aos pr&oacute;prios mu&ccedil;ulmanos que fujam &agrave; tend&ecirc;ncia para a homogeneiza&ccedil;&atilde;o e hegemonia da f&eacute; isl&acirc;mica, excluindo toda a dimens&atilde;o cultural que a f&eacute; comporta. Todo e qualquer mu&ccedil;ulmano deve ser igual ao outro apesar da magnitude de experi&ecirc;ncias de vida e de </span><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">express&otilde;es de f&eacute; que embelezam, mais do que enfraquecem, a dimens&atilde;o da vida religiosa enquanto vivida por humanos, t&atilde;o diferentes como criativos na adora&ccedil;&atilde;o ao divino. </span><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">&nbsp;&nbsp;&nbsp; &Eacute; esta ignor&acirc;ncia que est&aacute; na base de muitos dos actuais conflitos civilizacionais e que devemos corrigir nos nossos quotidianos &#8211; os mu&ccedil;ulmanos sobre os outros mu&ccedil;ulmanos, e o resto da sociedade sobre todos os que nelas estejam representados. </span><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dito isto, h&aacute; trabalho a fazer. A educa&ccedil;&atilde;o e de base nas escolas, mesmo laicas no nosso contexto, n&atilde;o deveriam excluir a possibilidade de oferecer um curriculum escolar onde a hist&oacute;ria das grandes civiliza&ccedil;&otilde;es se fizesse conhecer. Pasmo quando percebo a quantidade de interesses sobre o mundo do conhecimento que fica fora do universo escolar, dos desenvolvimentos teol&oacute;gicos &agrave;s culturas, da filosofia &agrave;s ci&ecirc;ncias, das artes, da arquitectura, da engenharia &agrave; lingu&iacute;stica ou &agrave; hist&oacute;ria das ideias. Depois, quando os problemas do desconhecimento se levantam, e os conflitos emergem, esperamos que venha o chefe espiritual daquela gente dizer algo que os desculpe, quando, a julgar pela minha pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia, n&atilde;o sei que &quot;chefe&quot; pode justificar o qu&ecirc; num Isl&atilde;o t&atilde;o plural e diverso como &eacute; aquele que existe hoje e desde sempre. </span><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">&nbsp;&nbsp;&nbsp; A ignor&acirc;ncia sobre os outros n&atilde;o precisa de ser combatida com p&aacute;s e picaretas, nem fazendo escava&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas. Estas s&atilde;o &uacute;teis, e por isso louvo o excelente trabalho que Cl&aacute;udio Torres e a sua equipa v&atilde;o fazendo em M&eacute;rtola e hoje exibem no museu on line anunciado pelo pr&oacute;prio P&Uacute;BLICO ( </span><a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" href="http://www.discoverislamicart.org/" target="_blank">www.discoverislamicart.org</a><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);"> ). L&aacute; pelo menos podemos conceber a tal Europa de que falava Frei Bento, que n&atilde;o precisa de ser necessariamente um clube crist&atilde;o, mas que enaltece as suas ra&iacute;zes n&atilde;o apenas judaico-crist&atilde;s, mas tamb&eacute;m as isl&acirc;micas, para al&eacute;m de outras. Nesta linha ideol&oacute;gica, tamb&eacute;m Parma, a capital italiana da M&uacute;sica, acolheu colec&ccedil;&otilde;es e mostras de manuscritos e m&uacute;sica raras do Museu Aga Khan ( </span><a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" href="http://www.akdn.org/" target="_blank">www.akdn.org</a><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);"> ) onde a f&eacute; e a cultura est&atilde;o intimamente ligadas, e onde os crentes continuam integrados e n&atilde;o exclu&iacute;dos ou alienados da sua identidade. </span><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para se combater a ignor&acirc;ncia h&aacute; que procurar conhecer. H&aacute; que fazer uma caminhada humilde no reconhecimento da import&#038;aci<br />
rc;ncia do outro na forma&ccedil;&atilde;o de cada um de n&oacute;s. H&aacute; que, sobretudo, escolher a literatura e as fontes, pois, como alertava Pacheco Pereira sobre a boa e a m&aacute; literatura, os bons e os maus blogues, comparando&#8211;os aos quiosques e &agrave;s leituras que elas disponibilizam, cabe-nos a n&oacute;s escolher o que queremos ler, ver, ouvir e pesquisar. </span><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">&nbsp;&nbsp;&nbsp; O mesmo se aplica &agrave;s universidades ou aos orientadores que escolhemos. H&aacute; os que est&atilde;o a&iacute; para passar os diplomas que passam a irreal e distorcida hegemonia e monolitismo do Isl&atilde;o, seja em institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas ou privadas, e h&aacute; os que est&atilde;o a&iacute; para realmente ajudar a conhecer mais e melhor e de forma fi&aacute;vel porque tamb&eacute;m criticam e s&atilde;o rigorosos. </span><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">&nbsp;&nbsp;&nbsp; O teologismo do Isl&atilde;o n&atilde;o responde a todos os desafios que as comunidades de crentes nos colocam, e muito menos oferecem respostas a situa&ccedil;&otilde;es pol&iacute;tico-econ&oacute;micas de estrat&eacute;gia internacional &#8211; para estas temos de procurar as explica&ccedil;&otilde;es mais razo&aacute;veis e de sensatez pol&iacute;tica. No entanto, a criatividade interpretativa a que o pr&oacute;prio Alcor&atilde;o inspira, e a leitura diversificada das suas comunidades interpretativas deixam-nos mergulhar nas profundezas de um saber que perpassa o tempo, recorda a hist&oacute;ria e aviva as mem&oacute;rias da conviv&ecirc;ncia humana e da constru&ccedil;&atilde;o de uma &eacute;tica e est&eacute;tica de inspira&ccedil;&atilde;o civilizacional. Pelo que, do que precisamos mesmo, nos dias que correm, &eacute; de criar di&aacute;logos cr&iacute;ticos sobre o conhecimento. </span></font>                  </div>
<p></p>
<div style="text-align: right; color: rgb(255, 102, 0);"><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">Estudiosa de temas isl&acirc;micos<br /></span></span><span style="font-style: italic; text-decoration: underline; font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);">Faranaz Keshavjee <br /> P&uacute;blico, 30.04.2007 </span></div>
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