MUHAMMAD NA BÍBLIA – Já estava escrito….

Written by mh on April 6, 2007 – 12:42 pm -

Por Dr. Jamal Badawi

 

"Aqueles que seguem o Apóstolo, o Profeta iletrado, a quem
eles acham mencionado em sua Tora e no Evangelho…"
(Alcorão 7:157)

 

1. AS PROFECIAS BÍBLICAS SOBRE O ADVENTO DE MOHAMMAD

Abraão é amplamente respeitado como o Patriarca do monoteísmo e o pai comum de judeus, cristãos e muçulmanos. Através de seu segundo filho, Isaac, vieram todos os profetas, inclusive os mais proeminentes, como Jacó, José, Moisés, Davi, Salomão e Jesus. Que a paz e a bênção de Deus estejam sobre todos eles. O advento desses grandes profetas foi um cumprimento parcial das promessas de Deus, de abençoar as nações da terra através dos descendentes de Abrão (Gênesis 12:2.3). Este fato é sinceramente aceito pelos muçulmanos, cuja fé considera a crença e o respeito a todos os profetas um artigo de fé.


2. AS BÊNÇÃOS DE ISMAEL E ISAAC

Estaria o primogênito de Abraão (Ismael) e seus descendentes incluídos no pacto e na promessa de Deus? Alguns versículos da Bíblia podem ajudar a esclarecer um pouco esta questão:

1) Gênesis 12:2-3 fala da promessa de Deus a Abraâo e seus descendentes antes que qualquer filho seu nascesse.

2) Gênesis 17:4 reitera a promessa de Deus após o nascimento de Ismael e antes do nascimento de Isaac.

3) Gênesis, cap. 21 Isaac é especialmente aben&ccediloado, mas Ismael, a quem Deus prometeu transformar em uma "grande nação", também é especialmente abençoado, principalmente em Gênesis 21:13, 18.

4) De acordo com Deuteronômio 2l:15-17, os direitos e privilégios tradicionais do primogênito não podem ser alterados por causa do "status" de sua mãe (seja uma mulher livre, como Sara, a mãe de Isaac, ou uma escrava, como Hagar, a mãe de Ismael). Este fato, apenas confirma os princípios humanitários e morais de todas as crenças reveladas.

5) A legitimidade completa de Ismael como filho e "semente" de Abraão, e a legitimidade completa de sua mãe, Hagar, como esposa de Abraão, estão claramente declaradas em Gênesis 21:13 e 16:3.

Depois de Jesus, como o último profeta e mensageiro israelita, chegou a hora de a promessa de Deus, de abençoar Ismael e seus descendentes, ser cumprida. Menos de 600 anos anos depois de Jesus, chegou o último mensageiro de Deus, Mohammad, da descendência de Abraão, através de Ismael. As bênçãos de Deus sobre os dois principais ramos da árvore genealógica de Abraão estavam agora cumpridas. Mas, haverá outras provas que corroborem o fato de que a Bíblia, na verdade, predisse a chegada de Mohammad?

3. MOHAMMAD: O Profeta como Moisés

Muito tempo depois de Abraão, a promessa de Deus de enviar um tão esperado Mensageiro foi repetida, desta vez nas palavras de Moisés.

Em Deuteronômio 18:18, Moisés assim falou sobre o profeta a ser enviado por Deus:

1) Dentre os famialiares dos israelitas, numa clara referência aos seus primos ismaelitas porque Ismael era o outro filho de Abraão, a quem foi prometido, explicitamente, se tornar uma "grande nação".

2) Um profeta como Moisés. Jamais houve dois profetas tão semelhantes entre si como Moisés e Mohammad. Ambos receberam um extenso código legal de vida, ambos enfrentaram seus inimigos e foram vencedores de forma miraculosa, ambos eram aceitos como profetas/autoridades e ambos migraram em razão de conspirações para assassiná-los. As analogias emtre Moisés e Jesus deixam passar, não somente essas semelhanças mas, também, outras importantes (por exemplo, o nascimento natural, vida familiar e morte de Moisés e Mohammad, mas não de Jesus, que era respeitado por seus seguidores como o Filho de Deus e não como um mensageiro de Deus, exclusivamente, como Moisés e Mohammad o eram e como os muçulmanos acreditam que Jesus era).

4. O PROFETA ESPERADO TINHA QUE VIR DA ARÁBIA

O Deuteronômio 33:1.2 combina as referências a Moisés, Jesus e Mohammad. Fala de Deus (isto é, da revelação de Deus) chegando do Sinai, surgindo de Seir (provavelmente a cidade de As’ir, próxima a Jerusalém) e brilhando além de Paran. De acordo com Gênesis 2l:2l, o deserto de Paran era o lugar onde Ismael acampou (isto é, a Arábia, especificamente Macca).

Na verdade, a versão da Bíblia do Rei James, menciona os peregrinos passando pelo vale de Ba’ca (um outro nome de Macca) nos Salmos 84:4-6.

Isaías 42:1-13, fala do amado de Deus. Seu eleito e mensageiro que trará a lei a ser aguardada nas ilhas e que "não fracassará nem desanimará até que ele tenha fixado o julgamento sobre a terra." O versículo 11, liga aquele mensageiro aguardado aos descendentes de Ke’dar. Quem é Ke’dar? De acordo com o Gênesis 25:13, Ke’dar era o segundo filho de Ismael, o antepassado de Mohammad.

5. ESTARIA A MIGRAÇÃO DE MOHAMMAD DE MACCA PARA MEDINA
PROFETIZADA NA BÍBLIA?

Habakkuk 3:3 fala de Deus (ajuda de Deus) vindo de Te’man (um oásis ao norte de Medina, de acordo com o Dicionário da Bíblia deJ. Hasting) e do santo (vindo) de Paran. Aquele santo, que, sob perseguição, migrou de Paran (Macca) para ser recebido entusiasticamente em Medina, não era outro senão o profeta Mohammad.

Na verdade, o incidente da migração do profeta, e de seus seguidores perseguidos, está descrito com todas as cores em Isaías 21:13-17, assim como profetiza a batalha de Badr, na qual uns poucos fiéis desarmados, milagrosamente derrotaram os poderosos de Ke’dar, que queriam destruir o Islam e intimidar seus próprios companheiros, que se voltavam para o Islam.

6. O ALCORÃO FOI PROFETIZADO NA BÍBLIA?

Durante 23 anos, as palavras de Deus (o Alcorão) foram sendo postas na boca de Mohammad. Ele não foi o autor do Alcorão. O Alcorão foi ditado a ele pelo Anjo Gabriel, que pedia que Mohammad simplesmente repetisse as palavras, conforme ele as ia ouvindo. Estas palavras foram, então, guardadas na memória e escritas por aqueles que as ouviram durante a existência de Mohammad, e sob sua supervisão.

Seria, então, uma coincidência, que o profeta "como Moisés", da "família " dos israelitas (isto é, dos ismaelitas), fosse também descrito como aquele, em cuja boca Deus poria suas palavras, e que falaria em nome de Deus? (Deuteronômio 18:18) Também teria sido coincidência que o "Paracleto" , cuja chegada Jesus profetizou, fosse descrito como aquele que "não falar´ por ele, mas por aquilo que ele ouvirá, que ele falará …" ?(João 16:13)

Teria sido uma outra coincidência, que Isaías fizesse a conexão entre o mensageiro, ligado a Ke’dar, e uma nova canção (uma escritura numa nova língua) para ser cantada pelo Senhor? (Isaías 42:10-11). Mais explicitamente, Isaías profetiza "com lábios balbuciantes, e uma outra língua, falará a seu povo" (Isaías 28:11). Este último versículo, descreve corretamente os "lábios balbuciantes" do Profeta Mohammad, refletindo o estado de tensão e concentração que ele atingiu durante o tempo da revelação. Um outro ponto é que o Alcorão foi revelado em pequenas doses, durante 23 anos. É interessante comparar este fato com Isaías 28:19, que fala a mesma coisa.

6. AQUELE PROFETA, O PARACLETO, MOHAMMAD

Na época de Jesus (a paz esteja sobre ele), os israelitas ainda esperavam por aquele profeta como Moisés, conforme profetizado em Deuteronômio 18:18. Quando João Batista chegou, foi-lhe perguntado se ele era o Cristo e ele respondeu "não". Então lhe perguntaram se era Elias, e ele lhes disse que "não". Então, numa aparente referência ao Deuteronômio 18:18, lhe perguntaram "Você é aquele Profeta?" e João respondeu que não (João 1:19-21).

No Evangelho segundo João (capítulos 14, 15, 16), Jesus falou do "Paracleto", ou o consolador, que chegaria depois dele, que seria enviado pelo pai como um outro Paracleto, que ensinaria novas coisas que os contemporâneos de Jesus não podiam entender. Ainda que o Paracleto seja descrito como o espírito da verdade, (cujo significado lembra o famoso título de Mohammad, Al-Amin, o honrado), ele é identificado em um único versículo como o Espírito Santo (João 14:26). Contudo, tal designação é inconsistente com o perfil daquele Paracleto. Nas palavras do Dicionário da Bíblia (Ed. J. Mackenzie), "Estes ítens, deve-se admitir, não são um quadro completamente coerente."

Na verdade, a história nos fala que muitos dos primeiros cristãos entendiam que o Paracleto era um homem e não um espírito. Isto talvez explicasse porque respondiam àqueles que reivindicavam, sem encontrar o critério estipulado por Jesus, ser ele o esperado "Paracleto".

O Profeta Mohammad (que a paz esteja sobre ele) foi o Paracleto., o Consolador, o socorredor, o admoestador enviado por Deus após Jesus. Ele testemunhou sobre Jesus, ensinou novas coisas que não poderiam ter sido ensinadas no tempo de Jesus, falou o que ele ouvia (revelação), habita entre os crentes (através de seus ensinamentos preservados). Tais ensinamentos permanecerão para sempre, porque ele foi o último mensageiro de Deus, o único Mensageiro Universal a unir toda a humanidade ao abrigo de Deus e no caminho da verdade PRESERVADA. Ele falou sobre muitas coisas que estariam por vir nos mínimos detalhes, sobre o critério dado por Moisés para distinguir entre os falsos e os verdadeiros profetas (Deuteronômio 18:22). Ele reprovou o mundo do pecado, falou sobre a justiça e o julgamento (João 16:8-11).

7. A MUDANÇA DA LIDERANÇA RELIGIOSA FOI PROFETIZADA?

Após a rejeição do último profeta israelita, Jesus, já era tempo de que a promessa de Deus, de fazer de Ismael uma grande nação, fosse cumprida (Gênesis 21:19, 18).

Em Mateus 21:19-21, Jesus falou da figueira sem frutos (um símbolo bíblico de herança profética) a ser liberada, após ter sido dada uma última chance de três anos (a duração do ministério de Jesus) para dar frutos. Em um versículo posterior, no mesmo capítulo, Jesus disse: Em verdade, vos digo: o reino de Deus será tomado de vós e entregue a uma nação que produzirá o fruto a partir daí." (Mateus 21:43). Aquela nação dos descendentes dos ismaelitas (a pedra rejeitada em Mateus 21:42), que venceu todos os super-poderes de seu tempo, conforme profetizado por Jesus: "E quem quer que caia sobre esta pedra se quebrará, mas sobre quem ela cair, pulverizar-se-á." (Mateus 2l:44).

8. COINCIDÊNCIA?

Será possível que as numerosas profecias aqui citadas estejam, individualmente ou combinadas, no contexto das interpretações erradas? Será o contrário verdade, isto é, que tais versículos raramente estudados se encaixam e, consistente e claramente, apontam para o advento do homem que mudou o curso da história humana, Profeta Mohammad (que a paz esteja com ele)? Será razoável concluir que todas essas profecias, que aparecem em diferentes livros da Bíblia, e ditas por vários profetas, em épocas diferentes, fossem todas coincidência? Se assim for, eis aqui uma outra estranha "coincidência"!

Um dos sinais do profeta que chegará de Paran (Macca),éé que ele virá "com 10.000 santos" (Deuteronômio 33:2 KJV). Este era o número de fiéis que acompanharam o Profeta Mohammad a Paran (Macca), em seu retorno vitorioso, sem derramamento de sangue, à sua terra natal, para destruir os símbolos remanescentes da idolatria na Ka’bah.

Caro Leitor:

Possa a luz da verdade brilhar em seu coração e mente. Que possa levá-lo no caminho da paz e da certeza nesta vida, e da felicidade eterna no Além.





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Adorar… o que significa???

Written by mh on March 28, 2007 – 5:49 pm -


Poderá ver uma transacção de uma cor muito escura para uma cor mais clara, que aprece devido á dimensão do texto

O conceito de adoração no Islam é mal interpretado por muita gente, inclusive por alguns muçulmanos. Comumente, considera-se adoração como tendo o significado do desempenho de atos rituais, tais como, as orações, o jejum, a caridade.

Essa compreensão limitada da adoração é apenas uma parte do significado que a adoração tem no Islam. É por isso que a sua definição tradicional é de grande alcance, pois inclui quase tudo que se relaciona com as atividades de qualquer individuo. A definição segue mais ou menos assim: "A adoração é um termo abrangente, que incluí tudo aquilo que Deus ama relativo às ações e aos dizeres externos e internos de uma pessoa." Em outras palavras, adoração é tudo aquilo que um sujeito diz ou faz para agradar a Deus. É claro que isso inclui tanto os rituais como as crenças, as atividades sociais e as contribuições pessoais para o bem-estar de seus semelhantes.

O Islam olha para o indivíduo como um todo. Ele é solicitado a se submeter completamente a Deus, segundo o al-Qur´an instruiu o Profeta Mohammad a fazer:

"Dize: Minhas orações, minhas devoções, minha vida e minha morte pertencem a Deus, Senhor do Universo, Que não possui parceiros. Tal me tem sido ordenado e eu sou um dos muçulmanos." (6ª Surata, versículos 162-163)

O resultado natural dessa submissão é que as atividades do indivíduo devem estar em conformidade com as instruções d´Aquele a Quem ele está submetido. Por ser o Islam um modo de vida, exige que os seus seguidores modelem suas vidas de acordo com os ensinamentos dele em todos os aspectos, quer sejam religiosos ou quaisquer outros. Isso pode soar esquisito para algumas pessoas que pensam que religião é uma relação entre o indivíduo e Deus, que não tenha nenhuma concernência nas atividades do indivíduo fora dos rituais.

Na realidade, o Islam não leva em conta meros rituais, quando são executados mecanicamente e não têm influência sobre a vida interior do sujeito. O al-Qur´an dirige-se aos fiéis e seus vizinhos, o povo do Livro, uma vez que estes estavam argüindo com eles sobre a mudança da direção da Qibla(diretriz para a oração) nos seguintes versículos:

"A virtude não consiste só em que orienteis vossos rostos até o levante ou o poente. A verdadeira virtude é a de quem crê em Deus, no Dia do Juízo Final, nos anjos, no Livro e nos profetas; de quem distribui seus bens em caridade por amor a Deus, entre parentes, órfãos, necessitados, viajantes mendigos e em resgate de cativos. Aqueles que observam a oração, pagam o zakat, cumprem os compromissos contraídos, são pacientes na miséria e na adversidade ou durante o combate, são os verdadeiros fiéis e são os que temem a Deus." (2ª Surata, versículo 177)

Os atos nos versículos acima são os da virtude e são apenas uma parte da adoração. O Profeta nos informou sobre a fé, a base da adoração, dizendo: Ela é constituída de sessenta e poucas ramificações, o ápice das quais é a crença na Unicidade de Deus, isto é, que não há outra divindade além de Deus, e a mais baixa na escola da adoração é a remoção de obstáculos do caminho das pessoas."

Um trabalho decente é considerado no Islam um tipo de adoração. O Profeta disse: "Aquele que, ao anoitecer se encontre cansado por ter trabalhado, Deus lhe perdoará os pecados." A busca do saber é um dos mais elevados tipos de adoração. O Profeta informou os seus companheiros de que: "Procurar o conhecimento é dever de todo muçulmano e muçulmana." Em outra oportunidade ele disse: "A busca do saber por uma hora é melhor do que orar setenta anos". A cortesia e cooperação sociais fazem parte da adoração quando forem dedicadas a Deus, de acordo com o que o Profeta disse: "Receber o amigo com um sorriso é um tipo de caridade; ajudar uma pessoa a colocar a carga num animal é uma caridade e colocar um pouco de água mo balde do vizinho é uma caridade."

Vale a pena notar que até mesmo quando uma pessoa cumpre com suas obrigações, isso é considerado uma forma de adoração. O Profeta disse que qualquer gasto que a pessoa tem com a família é um tipo de caridade. Ele será recompensado por isso, se ganhou o dinheiro por meios legais. A amabilidade com os membros da própria família é um tipo de adoração. Também colocar um pouco de alimento na boca da esposa, de acordo com uma tradição do Profeta é um tipo de adoração. Não apenas esses, mas, até mesmo os atos que nos proporcionam prazer, se forem executados de acordo com as instruções do Profeta, são considerados atos de adoração. O Profeta informou seus companheiros que eles serão recompensados até mesmo por terem mantido relações sexuais com suas esposas. Os companheiros ficaram abismados e perguntaram: Como poderemos ser recompensados por fazermos algo que nos proporciona deleite?" O Profeta lhes perguntou: Suponhamos que satisfizésseis vossos desejos ilicitamente, vós não sereis punidos por isso?" Responderam: "Sim". "Portanto", ele disse: "Por satisfazê-los, licitamente, com vossas esposas sereis recompensados". Isso significa que são atos de adorações.

Dessa maneira, o Islam não considera o sexo uma coisa suja, que deve ser evitada. Ele é sujo e pecaminoso somente quando é praticado fora da vida matrimonial.

Ficou claro da exposição precedente que o conceito de adoração no Islam é amplo e inclui todas as atividades positivas do indivíduo. Claro que isso está de acordo coma a natureza plenamente abrangente do Islam como um modo de vida. Ele regula a vida humana em todos os níveis, individual, social, econômico, político e espiritual. É por isso que o Islam providencia a orientação para os menores detalhes da vida do individuo em todos os níveis. Por conseguinte, seguir esses detalhes é seguir as instruções Islâmicas nessa área específica. É um elemento muito encorajador quando se fica sabendo que todas essas atividades são consideradas por Deus atos de adoração. Isso deve motivar o individuo a procurar agradar a Deus em suas ações e a tentar fazê-las da melhor maneira possível, quer esteja a sós. Sempre há o Supervisor Permanente que sabe de todas as coisas que, nomeadamente, é Deus.

Por haver tratado da adoração não ritual no Islam em primeiro lugar, isto não significa uma subestimação da importância das adorações rituais. Realmente, as adorações rituais, se forem cumpridas num espírito verdadeiro, elevam o homem, moral e espiritualmente e lhe possibilitam levar a cabo suas atividades em todas as jornadas da vida, de acordo com a orientação de Deus. Entre as adorações rituais, a oração ocupa a posição chave por duas razões: Em primeiro lugar, ela é a marca que distingue o fiel. Em segundo lugar, ela impede o individuo de todos os gêneros de abominação e vícios, providenciando-lhe chances de uma comunicação direta com o seu Criador, cinco vezes ao dia, quando renova o seu pacto com Deus e busca a Sua orientação repetidas vezes:

"Só a Ti adoramos e só de Ti imploramos ajuda. Guia-nos à senda reta." (al-Qur´an Sagrado, 1ª Surata, versículos 4-5)

Na realidade, a oração é a primeira manifestação prática de fé e, a primeiríssima das condições básicas para o sucesso dos fiéis:

"É certo que prosperarão os fiéis, que são humildes em suas orações." (23ª Surata, versículos 1-2)

O mesmo fato foi enfatizado pelo Profeta, de uma maneira diferente. Ele disse:

"Aqueles que praticam a oração com grande atenção e pontualidade, verificarão que ela é uma luz, uma prova de sua fé e a causa de sua salvação no Dia do Juízo Final".

Após a oração, o zakat(tributo) é um importante pilar do Islam. No alcorão, na maioria das vezes, oração e zakat têm sido mencionados juntos. Como a oração, o zakat é uma manifestação de fé afirma que Deus é o Único Senhor do Universo, e que aquilo que está nas mãos do homem foi-lhe confiado por Deus, que o fez depositário dele, como Ele dispôs no al-Qur´an Sagrado:

"Crede em Deus e em Seu mensageiro e fazei caridade daquilo que Ele vos fez depositários." (57ª Surata, versículo 7)

A esse respeito, o zakat é um ato de devoção que, como a oração, traz o fiel para mais perto de seu Senhor.

À parte disso, o zakat é um meio de redistribuição da riqueza, de uma maneira que reduz as diferenças entre as classes e os grupos. Ele presta uma razoável contribuição para a estabilidade social. Purgando as almas dos ricos do egoísmo e as almas dos pobres da inveja e do ressentimento contra a sociedade, ele interrompe os canais que conduzem ao ódio de classes e faz com que os mananciais de fraternidade e solidariedade jorrem. Tal estabilidade não se acha meramente baseada nos sentimentos pessoais dos ricos; apoia-se num direito firmemente estabelecido que, se os ricos o negarem, será exigido pela força, se necessário.

O jejum durante o mês de Ramadan é outro pilar do Islam. A principal função do jejum é fazer o muçulmano puro "por dentro", assim como outros aspectos da chari´a (doutrina) o fazem puro "por fora". Por causa de tal pureza ele se corresponde com o que é verdadeiro e bom e se afasta do que é falso e maligno. Isso é o que podemos compreender do versículo alcorânico:

 "Ó fiéis, está-vos prescrito o jejum, tal como foi prescrito a vossos antepassados, para que temais a Deus." (2ª Surata, versículo 183)

Numa citação autêntica, o Profeta relatou que Deus disse:

"O homem suspende a sua alimentação, bebida e satisfação sexual por Minha causa".

Portanto, a sua recompensa será de acordo com a grandiosa generosidade de Deus.

Além do mais, o jejum desperta a consciência do indivíduo e lhe proporciona a oportunidade de se exercitar numa experiência conjunta com toda a sociedade, ao mesmo tempo, acrescentando assim mais força a cada indivíduo. Além disso, o jejum oferece descanso compulsório cuja duração é de um mês inteiro para a sobrecarregada máquina humana. Semelhantemente, o jejum relembra o indivíduo daqueles que estão privados das necessidades da vida durante o ano ou por toda a vida. Ele faz que o indivíduo se conscientize do sofrimento dos outros e dos irmãos no Islam menos afortunados e, dessa maneira, promove nele um sentimento de simpatia e generosidade em relação a eles.

Finalmente, chegamos à peregrinação (Hajj) para a Casa de Deus em Makkah. Esse importantíssimo pilar do Islam é uma manifestação de união excepcional que dissipa todas as espécies de diferenças. Muçulmanos de todos os cantos do mundo, vestindo a mesma roupa, respondem ao chamamento do Hajj, numa só voz e língua: Labbaika allahumma labaik (Eis-me aqui ó Deus!). Na peregrinação há um ritual de estrita autodisciplina e controle, onde não somente as coisas sagradas são reverenciadas, mas até mesmo as vidas das plantas e dos pássaros são tornadas invioláveis, para que tudo viva em segurança:

"Quanto àquele que enaltecer os ritos sagrados de Deus, será melhor para ele aos olhos de seu Senhor." (22ª Surata, versículo 30)

A peregrinação dá a oportunidade a todos os muçulmanos de todos os grupos, de todas as classes de todas as organizações e aos governos de todas as partes do mundo muçulmano para se encontrarem anualmente num grande Congresso. O tempo e o lugar desse Congresso foi estabelecido por seu Único Deus. O convite para participar dele é franqueado a todo muçulmano. Ninguém tem poderes para barrar quem quer que seja. Todo muçulmano que vier participar dele terá a sua segurança e liberdade garantidos, enquanto ele próprio não violar a segurança do Congresso.

Dessa forma, a adoração no Islam, quer seja ela ritual ou não ritual, treina o indivíduo de uma tal maneira, que ele ama mais ainda o seu Criador e , conseqüentemente, ganha uma vontade e um espírito indômitos para extirpar toda a malignidade e opressão  da sociedade humana e para fazer que a palavra de Deus seja a dominante no mundo.


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Nao somos diferentes

Written by Meraj Chhaya on March 10, 2007 – 1:48 pm -

Enviaram-me mais um video estupendo, aconselho a dar uma vista de olhos.
Clique aqui


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Quem era Jesus?… (PBUH)

Written by Meraj Chhaya on March 2, 2007 – 7:57 pm -

Aqui esta um panfleto a falar sobre Jesus (PBUH) no Islao, os muculmanos tambem acreditam neste Profeta, facam o download aqui


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Parem a guerra

Written by Meraj Chhaya on March 1, 2007 – 6:11 pm -

Assalamu alekum!
Este e um site fenomenal, que tem sempre feito peticoes e outros esforcos para parar guerras e conflitos, neste caso sao os muculmanos que sofrem, no que resulta na morte de civis e outras atrocidades, visitem aqui para mais…


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Será que os muçulmanos apoiam o terrorismo?

Written by mh on March 1, 2007 – 10:25 am -

Salams,
Não tirem conclusões precipitadas, antes de lerem e ouvirem isto:

Leia aqui:

http://www.iviews.com/Articles/articles.asp?ref=CH0702-3242

Oiça aqui:

http://www.islamicity.com/islamitv/?ref=6231

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Salvem o mundo!

Written by Meraj Chhaya on February 4, 2007 – 7:25 pm -

Acabei de receber uma apresentacao que me parece interessante, que o Islao ja a 1400 atras avisava ou falava dos problemas mundiais de hoje

Facam o download aqui


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XO – Laptop de cem dólares para todos

Written by mh on January 26, 2007 – 7:54 pm -

O laptop de cem dólares pode ser vendido ao público em 2008. O computador, imaginado pelo fundador e presidente do grupo "um laptop por criança". Nicholas Negroponte, pode ser vendido a crianças de outras países que não os em desenvolvimento.

 
Os responsáveis estão a estudar a viabilidade da venda destes XO ao público em geral. As verbas conseguidas com a venda do portátil iriam cobrir os custos de cada laptop, cujo custo real é de 150 dólares.
 
A serem vendidos de forma generalizada, a ideia seria que cada interessado adquirisse dois laptops: um para si e outra para uma criança de um país em desenvolvimento. Os primeirso XO vão ser distribuídos já em Fevereiro, os restante em meados deste ano: no total, perfazem cinco milhões de laptop enviados. O software incluído é educacional e tem, entre outras, ferramentas de ligação sem fios e videoconferência.

de:T3

visite o site oficial:
http://www.laptop.org/index.pt_BR.html

veja as imagens:



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