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	<title>IslamNet.eu &#187; perspectivas</title>
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		<title>Diálogos críticos sobre o conhecimento</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2007 19:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mh</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#34;A ignor&#226;ncia sobre os outros n&#227;o precisa de ser combatida com p&#225;s e picaretas&#34; &#160;&#160;&#160; Um epis&#243;dio marcante na minha experi&#234;ncia enquanto mu&#231;ulmana e na rela&#231;&#227;o com outros mu&#231;ulmanos aconteceu enquanto estudante de &#193;rabe na American University of Cairo. Num per&#237;odo em que a fractura sect&#225;ria entre o povo sunita eg&#237;pcio e os fatimidas xiitas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"><font size="3"><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">&quot;A ignor&acirc;ncia sobre os outros n&atilde;o precisa de ser combatida com p&aacute;s e picaretas</span></span>&quot; <br /></font></div>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; <font size="2"><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">Um epis&oacute;dio marcante na minha experi&ecirc;ncia enquanto mu&ccedil;ulmana e na rela&ccedil;&atilde;o com outros mu&ccedil;ulmanos aconteceu enquanto estudante de &Aacute;rabe na American University of Cairo. Num per&iacute;odo em que a fractura sect&aacute;ria entre o povo sunita eg&iacute;pcio e os fatimidas xiitas ismailis ainda n&atilde;o se exprimira no rec&eacute;m-inaugurado Parque Al-Azhar, um gesto conjunto da constru&ccedil;&atilde;o de um projecto de desenvolvimento social e econ&oacute;mico, de beleza e nobreza paisag&iacute;stica, fazendo da maior lixeira intrat&aacute;vel da cidade uma &aacute;rea urbana bela e cobi&ccedil;ada, foi-me aconselhado n&atilde;o revelar a minha identidade religiosa. </span><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contudo, dois meses longe da fam&iacute;lia e da comunidade trazem-nos &agrave;s vezes renovados sentimentos de comunitarismo. Assim, numa tarde em que despertei de uma sesta sob o calor do Ver&atilde;o intenso e que fui lavar a cara, uma mu&ccedil;ulmana perguntou-me se me preparava para a ora&ccedil;&atilde;o da tarde. N&atilde;o sendo minha tradi&ccedil;&atilde;o a pr&aacute;tica da ora&ccedil;&atilde;o da tarde em congrega&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o achei mal. Ali&aacute;s, achei at&eacute; que seria um bom motivo para estreitarmos os nossos la&ccedil;os de f&eacute;. O resultado deste poss&iacute;vel &quot;encontro&quot; foi desastroso para mim e frustrante e confuso para a jovem mu&ccedil;ulmana. Tudo correu mal do ponto de vista das formalidades pr&aacute;ticas. Fiz as ablu&ccedil;&otilde;es no &quot;sentido inverso&quot; de como &quot;se devia&quot;; os membros foram lavados na ordem trocada; o len&ccedil;o que usei n&atilde;o era o mais apropriado; os bra&ccedil;os descobertos&#8230; requeriam um; e, no fim de tudo, quando me prostrei e pedi aux&iacute;lio ao todo-poderoso para me acompanhar generosa e benevolentemente naquele que era o dia mais dif&iacute;cil para mim como crente, o meu vestido da Dorothy Perkins, que era o mais comprido que havia para trazer para estas bandas do pudor, abriu-se no meio das pernas deixando ver as minhas pecaminosas coxas! Depois de todo este desaire, a mo&ccedil;a perguntou a uma colega de curso, que era t&atilde;o ismailita quanto eu, h&aacute; quanto tempo me tinha convertido ao Isl&atilde;o. </span><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lamentei que naquele dia nada lhe tivesse contado sobre as maravilhas que encontro nos meus c&acirc;nticos devocionais mu&ccedil;ulmanos de origem indiana, ou das dan&ccedil;as e m&uacute;sicas afro-indianas que celebramos em &eacute;pocas festivas. Lamento ainda que o nosso conhecimento se tenha resumido a preconceitos. Que a ignor&acirc;ncia tenha fechado o caminho a uma descoberta fant&aacute;stica sobre o outro, que afinal &eacute; igualmente mu&ccedil;ulmano. </span><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sempre que me refiro &agrave; ignor&acirc;ncia que temos uns sobre os outros e &agrave;s consequ&ecirc;ncias negativas que o desconhecimento pode trazer na rela&ccedil;&atilde;o conflitual entre povos e na&ccedil;&otilde;es, refiro-me n&atilde;o apenas ao que n&atilde;o se conhece sobre os mu&ccedil;ulmanos, da sua hist&oacute;ria ao seu desenvolvimento civilizacional, mas sugiro aos pr&oacute;prios mu&ccedil;ulmanos que fujam &agrave; tend&ecirc;ncia para a homogeneiza&ccedil;&atilde;o e hegemonia da f&eacute; isl&acirc;mica, excluindo toda a dimens&atilde;o cultural que a f&eacute; comporta. Todo e qualquer mu&ccedil;ulmano deve ser igual ao outro apesar da magnitude de experi&ecirc;ncias de vida e de </span><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">express&otilde;es de f&eacute; que embelezam, mais do que enfraquecem, a dimens&atilde;o da vida religiosa enquanto vivida por humanos, t&atilde;o diferentes como criativos na adora&ccedil;&atilde;o ao divino. </span><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">&nbsp;&nbsp;&nbsp; &Eacute; esta ignor&acirc;ncia que est&aacute; na base de muitos dos actuais conflitos civilizacionais e que devemos corrigir nos nossos quotidianos &#8211; os mu&ccedil;ulmanos sobre os outros mu&ccedil;ulmanos, e o resto da sociedade sobre todos os que nelas estejam representados. </span><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dito isto, h&aacute; trabalho a fazer. A educa&ccedil;&atilde;o e de base nas escolas, mesmo laicas no nosso contexto, n&atilde;o deveriam excluir a possibilidade de oferecer um curriculum escolar onde a hist&oacute;ria das grandes civiliza&ccedil;&otilde;es se fizesse conhecer. Pasmo quando percebo a quantidade de interesses sobre o mundo do conhecimento que fica fora do universo escolar, dos desenvolvimentos teol&oacute;gicos &agrave;s culturas, da filosofia &agrave;s ci&ecirc;ncias, das artes, da arquitectura, da engenharia &agrave; lingu&iacute;stica ou &agrave; hist&oacute;ria das ideias. Depois, quando os problemas do desconhecimento se levantam, e os conflitos emergem, esperamos que venha o chefe espiritual daquela gente dizer algo que os desculpe, quando, a julgar pela minha pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia, n&atilde;o sei que &quot;chefe&quot; pode justificar o qu&ecirc; num Isl&atilde;o t&atilde;o plural e diverso como &eacute; aquele que existe hoje e desde sempre. </span><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">&nbsp;&nbsp;&nbsp; A ignor&acirc;ncia sobre os outros n&atilde;o precisa de ser combatida com p&aacute;s e picaretas, nem fazendo escava&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas. Estas s&atilde;o &uacute;teis, e por isso louvo o excelente trabalho que Cl&aacute;udio Torres e a sua equipa v&atilde;o fazendo em M&eacute;rtola e hoje exibem no museu on line anunciado pelo pr&oacute;prio P&Uacute;BLICO ( </span><a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" href="http://www.discoverislamicart.org/" target="_blank">www.discoverislamicart.org</a><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);"> ). L&aacute; pelo menos podemos conceber a tal Europa de que falava Frei Bento, que n&atilde;o precisa de ser necessariamente um clube crist&atilde;o, mas que enaltece as suas ra&iacute;zes n&atilde;o apenas judaico-crist&atilde;s, mas tamb&eacute;m as isl&acirc;micas, para al&eacute;m de outras. Nesta linha ideol&oacute;gica, tamb&eacute;m Parma, a capital italiana da M&uacute;sica, acolheu colec&ccedil;&otilde;es e mostras de manuscritos e m&uacute;sica raras do Museu Aga Khan ( </span><a style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" href="http://www.akdn.org/" target="_blank">www.akdn.org</a><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);"> ) onde a f&eacute; e a cultura est&atilde;o intimamente ligadas, e onde os crentes continuam integrados e n&atilde;o exclu&iacute;dos ou alienados da sua identidade. </span><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para se combater a ignor&acirc;ncia h&aacute; que procurar conhecer. H&aacute; que fazer uma caminhada humilde no reconhecimento da import&#038;aci<br />
rc;ncia do outro na forma&ccedil;&atilde;o de cada um de n&oacute;s. H&aacute; que, sobretudo, escolher a literatura e as fontes, pois, como alertava Pacheco Pereira sobre a boa e a m&aacute; literatura, os bons e os maus blogues, comparando&#8211;os aos quiosques e &agrave;s leituras que elas disponibilizam, cabe-nos a n&oacute;s escolher o que queremos ler, ver, ouvir e pesquisar. </span><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">&nbsp;&nbsp;&nbsp; O mesmo se aplica &agrave;s universidades ou aos orientadores que escolhemos. H&aacute; os que est&atilde;o a&iacute; para passar os diplomas que passam a irreal e distorcida hegemonia e monolitismo do Isl&atilde;o, seja em institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas ou privadas, e h&aacute; os que est&atilde;o a&iacute; para realmente ajudar a conhecer mais e melhor e de forma fi&aacute;vel porque tamb&eacute;m criticam e s&atilde;o rigorosos. </span><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><br style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);" /><span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);">&nbsp;&nbsp;&nbsp; O teologismo do Isl&atilde;o n&atilde;o responde a todos os desafios que as comunidades de crentes nos colocam, e muito menos oferecem respostas a situa&ccedil;&otilde;es pol&iacute;tico-econ&oacute;micas de estrat&eacute;gia internacional &#8211; para estas temos de procurar as explica&ccedil;&otilde;es mais razo&aacute;veis e de sensatez pol&iacute;tica. No entanto, a criatividade interpretativa a que o pr&oacute;prio Alcor&atilde;o inspira, e a leitura diversificada das suas comunidades interpretativas deixam-nos mergulhar nas profundezas de um saber que perpassa o tempo, recorda a hist&oacute;ria e aviva as mem&oacute;rias da conviv&ecirc;ncia humana e da constru&ccedil;&atilde;o de uma &eacute;tica e est&eacute;tica de inspira&ccedil;&atilde;o civilizacional. Pelo que, do que precisamos mesmo, nos dias que correm, &eacute; de criar di&aacute;logos cr&iacute;ticos sobre o conhecimento. </span></font>                  </div>
<p></p>
<div style="text-align: right; color: rgb(255, 102, 0);"><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">Estudiosa de temas isl&acirc;micos<br /></span></span><span style="font-style: italic; text-decoration: underline; font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);">Faranaz Keshavjee <br /> P&uacute;blico, 30.04.2007 </span></div>
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