Posts Tagged ‘religiao’
A Sunnah
Written by mh on July 13, 2008 – 12:51 pm -Salams irmãos. Peço desculpa por não ter estado a escrever posts nos últimos dias, mas a disponibilidade tem sido pouca por razões profissionais. Não quero, todavia, que o blog fique assim à deriva, muito pelo contrário, vamos continuar a crescer e a ter mais e mais projectos em nome do Islão.
Como o título indica, hoje pretendo falar-vos sobre a Sunnah. Mas como sei que existem ainda muitos não-muçulmanos a visitarem o blog, pergunto-vos: O que é a Sunnah? É simplesmente seguir o caminho e as pegadas do Profeta, fazer o que o Profeta fazia. A Sunnah corresponde a todas as acções que o profeta Muhammad Salalaho Aleihe Wasalam realizou durante os 23 anos em que trasmitiu ao seu povo a mensagem de Allah Subhana wa Taala.
Segundo a perspectiva menos polémica e a qual eu mais concordo, seguindo a corrente islâmica Sunita e o Imam Abu Hanifa (RA) a Sunnah é implicitamente tudo o que o profeta fez, disse, aprovou ou negou, tudo aquilo que foi passado ao seu Umah sob a forma de Hadith, aquilo que não está directamente escrito no Alcorão.
Isto é, a Sunnah não é obrigatória, a nós Muçulmanos compete seguir o que está escrito no Alcorão, mas também deve-se seguir tudo o que está escrito nos Hadices, tudo o que não contrarie o Alcorão, ou seja, os Hadices "fortes".
Por exemplo, nos namazes que fazemos temos Sunnahs, como no namaz de Asr, em que só somos obrigados a fazer os 4 rakats de Faraz, que são obrigatórios, já os 4 rakats de Sunnah que temos antes desses Faraz não são obrigatórios, mas era algo que o Profeta costumava realizar, segundo os vários Hadices.
Assim sendo, muitas das acções de Muhammad Salalaho Aleihe Wasalam eram registadas e seguidas pelos seus companheiros, tornando-se em Hadices (as registadas), outras eram trasmitidas pelos companheiros aos filhos destes e assim sucessivamente, havendo depois filhoes dos companheiros que acabavam por escrever os ditos dos seus pais, tornando-os em Hadices (extratos de…)
Uma questão que se coloca é se o Sunnah está na verdade, e por assim dizer, vivo ou se por outro lado começa a desaparecer.
O nosso irmão do blog At-Tazkirah escreveu um post sobre esse assunto.
Fazendo um discurso sobre o amor do nosso Rassul Salalaho Aleihe wa Salam e a importância de praticar o Sunnah, Faqihul Ummah Hadhrat Hajji Farooqi Sahab (rahimullah ta’ala) fala sobre a frase "reviver o Sunnah"
"É comumente discutido ( "o reviver a Sunnah"), mas de facto a pessoa que vive o Islam praticando a Sunnah, ele próprio torna-se vivo pela Sunnah, porque a Sunnah está viva e sempre estará. A sunnah não está morta, nós deixámos a sunnah devido aos nossos pecados e não deixámos conexão alguma entre a Sunnah e nós, nós enfraquecemos o Ta’aluq bi’Sunnah. É por isso que está frase torna-se conflituosa, mas na realidade nós é que estámos mortos e se praticarmos a religião pela Sunnah, então pelas bençãos dessa prática nós voltaremos a viver".
Salams
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Quem é amigo ou inimigo?
Written by mh on June 29, 2008 – 3:35 pm -???? ??????? ?? ???? ?????? ????? ??? ???
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"O amigo dos humanos é aquele que constrói e esforça-se para construir o seu Akhirah mesmo que isso implique e prejudique o seu Duniya;
O inimigo dos humanos é aquele destroi o seu AKhirah se isso beneficiar o seu Dunya"
- Hadhrat Mufti Abdur Rahim Lajpuri (rahimullah ta’ala)
Fonte: At-Tazkirah
Salams. É com esta passagem que vos quero lembrar a importância do Dunya. e do Akhirah Mas, para quem não sabe o que siginifca Dunya e Akhirah?
O Dunya é a vida actual, a vida na terra e no mundo, a vida que temos antes da morte e exprime tudo o que é de material na vida. O Akhirah refere-se à vida após a morte, ao paraíso ou ao inferno. É constantemente referido no Alcorão lembrando o Dia do Julgamento (o Qiyamah).
A pergunta é: O que devemos priveligiar? O Dunya? O Akhirah? A vida que terminará e na qual não deixaremos nada e partiremos sem levar coisa alguma? Ou a vida após a morte, a vida eterna que irá ser valorizada pelas acções que fazêmos aqui no Dunya?
Devemos trabalhar para ficarmos ricos monetariamente ou para ficarmos ricos em Ilm (conhecimento religioso)? Devemos pecar e desvalorizar as orações (o Salah) visto que com isto eu não ficarei mais rico ou mais probre aqui no Dunya ou devemos preservar a nossa inegridade e não pecarmos e aumentar o nosso número de sawabs em termos de orações? Pois é isso que vai servir na nossa eterna vida após a morte e não a nossa riqueza monetária..
Pensem bem, decidam agora antes que seja tarde de mais…
Salams
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Viver em Meca
Written by mymuslim on May 14, 2008 – 9:43 pm -"Mas que fantástica cidade Tu és e como eu Tem amo. Que a minha gente não me force a sair de ti, Eu nunca conseguiria fixar-me em qualquer outra cidade excepto em Ti".
(Tirmidhi)
Como resultado deste e doutros Hadiths, a maioria dos Ulamas acreditam que Mackah é a mais virtuosa de todas as cidades, e estar lá permanentemente ou até temporariamente é mais virtuoso ainda. Quem não gostaria de viver lá, sabendo que um Salaat é recompensado 100 vezes mais? Apesar de tudo isto muitos dos Santos muçulmanos não defenderam residência em Makkah (mais do que o necessário).
Hazrat Mullah Ali Qari (RA) escreveu que de acordo com Hazrat Imaam Muhammad (RA) e Hazrat Imaam Abu Yousuf (RA) é Mustahab (recomendado) aceitar residência permanente em Mackah. Este também é o fatwa dos Hanafis, e coincide com os decretos de alguns imams Shaafie e Hambali. Contudo Hazrat Imaam Abu Hanifa (RA) e Hazrat Imaam Maalik (RA) consideram a residência em Mackah Makroobh (não recomendável). Esta perspectiva é apoiada por aqueles que tinham uma atitude calma e grande sabedoria, temendo que vivendo em Mackah podia tornar-se cansativo, perdendo-se a dignidade e honra de Mackah e da peregrinação. Isto levaria à indiferença que conduziria ao pecado. Tal como as boas acções são tornadas fantásticas em termos de sawab, o mesmo acontece com as más acções.
Para aqueles que são sinceros, que evitam pecar, não existe melhor sítio na terra para se viver que Mackah. Infelizmente esses existem em pouco número nos dias de hoje. São tão poucos como os Reis entre os homens. Muitos são aqueles que reivindicam estar aptos para a dignidade e honra que Mackah requere. É muito fácil falar mas é difícial cumprir.
Mullah Ali Qari diz que ‘Hazrat Imaam Abu Hanifa (RA) não gostava da residência permanente em Mackah, tendo em consideração a condição religiosa da população naquele tempo. Logo, se ele estivesse vivo hoje, teria considerado viver em Mackah totalmente Haram. Este Mulla Ali Qari é um dos grandes Ulamas do Islão e faleceu no ano 1014 de Hégira. Ele escreveu aquilo acima sobre o seu tempo e nós agora estamos já no 15º século depois de Hégira. Vejamos como as condições se detrioraram não precisando sequer de um comentário. Está à vista de todos, não podemos negar. Mas então…que diria ele hoje?
Hazrat Imaam Ghazali (RA) explica que existem três razões pelas quais alguns Ulamas chamam Makroobh viver permanentemente em Mackah:
1. Eles teme que o excesso de contacto e familiaridade, esse grande desejo, entusiasmo e zelo por Kabah vais descer ( e a familiariade pode passar a desprezo).
2. Eles temem que a triste altura de se despedir do Kabah e o zelo por um retorno desaparecerá. Por isso alguns "mais superiores" dizem que é muito melhor ansiar um retorno a Mackah estando noutra cidade, até a mais longínqua do mundo, do que viver em Mackah.
3. Eles temem que pecados sejam cometidos, o que é um grande pecado chamar pela fúria de Allah Subahanah wa Taala. É um facto que Mackha é uma cidade abençoada. Toda a pedra e toda a areia é abençoada.
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O duá – A súplica
Written by mymuslim on May 2, 2008 – 12:45 pm -Todos os Muçulmanos devem pedir a Allah, com uma força e intenção que supere tudo e todos, para que Ele nos oiça e aceite os nossos pedidos.
Nós na vida, a poucas pessoas podemos pedir alguma coisa. A ganância rege este mundo e muito dificilmente alguém terá compaixão suficiente para nos ajudar em qualquer coisa que seja. Nesses casos, Allah está sempre livre, Allah está sempre disposto a nos ajudar.
Deixo aqui um Duá por Hadhrat Mufti Nizamuddin Shamsai (Rahimullah)
Colocando este "dunya" à nossa frente, nós fomos na verdade afectados por ele e fomos tragados pelo seu Yaqeen e tornámo-nos pesquisadores dele e perdemos e desperdiçámos todas as nossas habilidades nele. Ó Allah! Perdoa esta horrenda transgressão de recaída nos nossos esforços, esta transgressão horrenda na qual centenas de ofensas aí estiveram e onde centenas de bens interiores, aqueles que nos são mais preciosos, foram roubados. Ó Senhor! A mudança deste esforço, esta é a nossa abominável transgressão, perdoa a todo este povo (O Ummah do profeta S.A.W) esta transgressão, deixando o esforço e a luta que Muhammad (Sallallahu Alayhi Wasallam) fez por nós em vão. Fazer de conta que esse esforço não existiu é o nosso maior crime, esquecer tudo isso e ainda por cima cometer este tipo de actos é o mesmo que fazer de conta que o esforço e os combates do nosso profeta não existiram. Ó Allah perdoa-nos todas as transgressões e esquecimentos à Tua obra, perdoa-nos cada um dos nossos pecados e cada um dos nosso enganos.
Ó Allah! Perdoa os nossos pecados que estão na linha da afluência e os nossos pecados que estão na linha do gasto, bem como aqueles que estão relacionados com matérias sociais. Ó Allah, em todas as linhas nós estamos como que afogados num oceano de pecados. Ó Allah! Não temos forma de sair disto, como é que um afogado consegue sair do mar por sim próprio? Só aquele que não está afogado é que o pode retirar. Ó Allah! nós estamos todos afogados e Tu és o único, És aquele que não o está e És o único que nos pode retirar. Ó Allah! Tira-nos destes rios de pecados, leva-nos e encaminha-nos na senda recta, pela Tua misericórdia. Ó Misericordioso! Tira-nos do rio dos da desobediência através da Tua misericórdia. Ó Allah! Pela Tua misericórdia ajuda-nos e leva-nos para a "estrada da obediência".
Ó Allah! Acompanha-nos ao cume das montanhas dos sacrifícios. Ó Allah! Aceita-nos peolo esforço do "deen", aceita-nos a todos pelo esforço do "Deen", pelo esforço no Ilm, pelo esforço no Iman, pelo esforço no Ibaadah, pelo esforço no Zikr, pelo esforço no Akhlaq, pelo esforço do Hajj, do Jejum, pelo esforço no zakat, concede-nos a nós o completo Tawfiq e esforço de trazer todas estas obrigações e adorações de volta aos caminhos de Muhammad (salalaho Aleihe wa Salam) no seu tempo. Ó Allah, Ó Allah, retira-nos também todos os pecados em todos os aspectos na nossa vida. Ó Allah! Guarda somente aquelas acções em matérias sociais.
(…)"
(Swan Yusufi: 377-387)
Fonte do Duá:
http://truelife200vi.wordpress.com/2008/01/02/a-dua-of-hadhrat-maulana-yusuf-kandhalvi/
Salams. Islamnet.eu
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“Estima” de 3 dias na Mesquita C. De Lisboa terminou ontem
Written by mymuslim on April 28, 2008 – 11:33 am -Todavia, não me apercebi que havia um tão-grande aparato policial sobre este encontro, que se realiza desde que cá vivo em Portugal. Tentamos simplesmente entender a preocupação, e neste caso, nada melhor que ignorarmos a situação e simplesmente aproveitar estes 3 dias para aumentar o nosso Ilm, Conhecimento Religioso. Digo, que só referi isto, pois os Media, só se preocuparam com isso e em nada sobre o que o assunto tratava.
Este é um encontro organizado pelo Tabligh Jamath de Portugal, mas sendo que muitos Sunnis (como eu) costumam ir a esses encontros, já que não é normal abordar-se assuntos que levem a um Tabligh vs Sunnismo , muito pelo contrário, previligia-se a união.

Coloco aqui alguns estratos da notícia do DN Online:
"O encontro internacional do Tabligh Jamaat na mesquita Central de Lisboa, no qual participaram mais de mil muçulmanos, terminou ontem sem registo de quaisquer incidentes, informou Esmael Loonat, responsável em Portugal deste movimento religioso muçulmano.
Esmael Loonat declarou que o encontro, que juntou mais de mil muçulmanos oriundos de diversas zonas de Portugal, foi "uma reflexão de aproximação ao Criador
O encontro que era aberto a qualquer muçulmano, começou na sexta–feira e terminou ontem, tendo contado com a participação de responsáveis desta "missionação religiosa" do Bangladesh, Índia e Paquistão, referiu ainda Esmael Loonat. ".
(…)
Esmael Loonat afirmou que o encontro, que não foi o primeiro no País, decorreu pacificamente, defendendo que os "muçulmanos que residem em Portugal estão completamente integrados na sociedade portuguesa".
Segundo Esmael Loonat, o ob-jectivo do Tabligh Jamaat é "tentar desenvolver o vínculo de aproximação dos muçulmanos ao Criador para que este se torne contínuo e constante através dos valores da fé, oração, caridade, jejum e a peregrinação a Meca".
"Paralelamente, os muçulmanos devem ter uma vida condigna num âmbito profissional, social e pessoal", acrescentou. "
(…)
O movimento Tabligh Davah (que significa grupo que propaga a fé) foi fundado em 1920 na província de Mewat, na Índia, por Maulana Muhammad. Os tablighis são uma espécie de missionários que divulgam os princípios da fé aos muçulmanos.
Em Portugal, o movimento está presente desde 1979, disse Esmael Loonat.
Cerca de 95% dos membros da comunidade muçulmana residentes actualmente em Portugal chegaram nos anos 70 ao País e eram oriundos das ex-colónias de Moçambique e da Guiné-Bissau, explicou uma fonte da comunidade.
Esmael Loonat adiantou ainda que o Tabligh tem como objectivo relembrar a prática do Islão e que reuniões entre os membros desta comunidade "são comuns, tanto na Europa como em Portugal".
Salams
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Khuda Hafiz – A forma correcta de nos despedirmos?
Written by mymuslim on April 9, 2008 – 5:20 pm -No caso de cumprimentarmos uma pessoa que é muçulmana mas que não reponde ao Salam, devemos repetir o Salam. Se à segunda vez essa pessoa não responder, não devemos perguntar uma terceira vez pois já é pecado para aquela.
Segundo a Sharia, existe um grande Sawab em cumprimentar-se não só dizendo Assalamo Aleikum, mas acrescentanto outra parte, ficando Assalamo Aleikum wa Rehamtulahi wa Barakhatu. Deste modo a outra pessoa deve responder, Wa Aleikum Salam wa Rehamatulahi wa Barakhatu.
Para além disso, é Sunnah (pois o nosso profeta o fazia), cumprimentar com as duas mãos e não só coma direita. Atenção que é Sunnah e que não é obrigatório.
Porém quando nos despedimos, nós muçulmanos temos hábito de dizer Khudah Hafiz. Mas, segundo o nosso irmão do blog em inglês, At-Tazkirah, que enunciou um Hadice, dizer Khuda Hafiz, é incorrecto pois não se cumpre a regra da Shariah.
O hadice enunciado é o seguinte:
Hakeemul Ummat Hadhrat Maulana Muhammad Ashraf Ali Thanvi (qudduhus sirruhu) menciona:
Na altura de despedida algumas pessos ao invés de dizerem "Assalamo Aleikum" dizem somente "Khuda Hafiz". Contudo isto é uma mudança na Shariah, o que é um grande pecado. Até mesmo o hábito de se dizer Khuda Hafiz depois do Salam é proibido" (Ahsaanul Fatawa, vol. 1 pg. 385)
[Retirado de "Aghlatul-Awaam (Awaam ki Ghalat Masa'il)"]
http://truelife200vi.wordpress.com/2008/04/09/khuda-hafiz/
Deste modo, despeço-me com um Assalamo Aleikum.
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Um cheirinho….Hehe
Written by mh on June 26, 2007 – 1:43 pm -Tags: blog, blogs, capa, ctualidade, curiosidaes, diversos, download, estreia, eu, história, interessante, iro, islam, islão, lindo, livros, muslim, novidades, novo, portugal, religiao, sociedade, vida
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Perguntas e Respostas
Written by mh on June 24, 2007 – 7:39 pm -Trago-vos hoje um ficheiro PDF, que foi produzido para o Darul-ul-Uloom de Odivelas, e que contém algumas perguntas interessantes.
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A vida de Usman
Written by mh on June 17, 2007 – 11:00 am - A Vida de Uthman – O generoso –
Usman R.A. nasceu sete anos depois do Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejam com ele), ele pertencia ao ramo Omíada da tribo coraixita, ele aprendeu a ler e a escrever muito cedo e jovem tornou-se um mercador de sucesso.
Ele e Abu Bakr R.A. eram amigos íntimos e foi Abu Bakr R.A. quem o trouxe para o Islam quando ele estava com 34 anos, alguns anos mais tarde, casou-se com a segunda filha do Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejam com ele), Ruqayya.
Apesar da sua riqueza e posição, os seus pais submeteram-no à tortura por causa de sua conversão ao Islam, o que o forçou a migrar para a Abissínia. Mais tarde ele voltou a Makkah, mas logo migra para Madina com outros muçulmanos.
Em Madina os seus negócios começaram a florescer de novo e ele retomou a sua antiga prosperidade, a generosidade de Usman R.A. não tinha limites, em várias ocasiões usou dos seus bens em prol do bem-estar dos muçulmanos e para equipar os exércitos muçulmanos, por isso passou a ser conhecido com "Ghani", isto é, "Generoso".
Um pouco antes da batalha de Badr, a sua esposa, Ruqayya, ficou doente e, por causa disso, o Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejam com ele) isentou-o de participar na luta, a doença de Ruqayya foi fatal, deixando Usman R.A. profundamente mortificado, mais tarde casou-se com uma outra filha do Profeta, Kulssum, por causa do privilégio de ter-se casado com duas filhas do Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejam com ele), Usman R.A. passou a ser conhecido como "o possuidor de duas luzes".
Usman R.A. participou nas batalhas de Uhud e da Trincheira, após o confronto de Trincheira, o Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejam com ele) determinou a peregrinação a Makkah e mandou Usman R.A. como o seu emissário aos coraixitas, quando ele foi detido, o episódio terminou com o tratado com o povo de Makkah, conhecido como o tratado de Hudaibya.
A descrição que temos de Usman R.A. é a de um homem modesto, honesto, suave, generoso e muito gentil, que se destacava principalmente por sua modéstia.
Muitas vezes passava as noites em oração, jejuava todos os segundos ou terceiros dias da semana, fazia o Hajj (peregrinação) todos os anos e cuidava dos necessitados de toda a comunidade.
Apesar da sua fortuna, ele vivia muito simplesmente e dormia sobre a areia do pátio da mesquita do Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejam com ele), Usman (que Deus esteja satisfeito com ele) sabia o Alcorão Sagrado de cor e conhecia o contexto e as circunstâncias relacionados a cada versículo.
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O Califado de Abu Bakr (continuação…)
Written by mh on May 13, 2007 – 2:29 pm -Antes do advento do Islam, Abu Bakr R.A era conhecido como um homem de carácter correcto e de natureza afável e compassivo, por toda a sua vida ele foi sensível ao sofrimento humano e gentil com os pobres e necessitados mesmo sendo rico, viveu muito simplesmente e usava o seu dinheiro para a caridade, libertação de escravos e pela causa do Islam, era comum passar noites em súplicas e orações.
Este era o homem sobre quem o peso da liderança caiu, no período mais sensível da história dos muçulmanos, assim que a notícia da morte do Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejam com ele), se espalhou, numerosas tribos se rebelaram e se recusaram a pagar o Zakat, alegando que ele era devido somente ao Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejam com ele).
Ao mesmo tempo, começaram a surgir numerosos impostores, alegando que a condição de profeta tinha passado para eles, além disso, o Império Romano do Oriente e o Império Persa começaram a ameaçar o recém-nascido estado islâmico de Madina.
Diante de tais circunstâncias, muitos companheiros do Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejam com ele), inclusive Umar, aconselharam Abu Bakr R.A a fazer concessões aos sonegadores do Zakat, pelo menos uma vez.
O novo califa não concordou, ele insistia em que era uma lei divina que não podia ser desrespeitada, que não havia diferença entre as obrigações do Zakat e o Salat e que qualquer acordo com as injunções de Deus acabariam por corromper as bases do Islam.
As tribos revoltosas atacaram Madina mas os muçulmanos estavam preparados, o próprio Abu Bakr R.A. liderou um ataque que os forçou a recuarem, a seguir, declarou uma guerra implacável contra aqueles que se autoproclamavam profetas e ao final, muitos se submeteram e retornaram ao Islam.
A ameaça do Império Romano na verdade tinha começado mais cedo, com o Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejam com ele), ainda vivo, o Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejam com ele), tinha organizado um exército liderado por Usama, filho de um liberto.
O exército não foi muito longe porque o Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejam com ele), ficou doente, após a morte dele, a questão apresentada era se o exército deveria prosseguir ou ficar para defender a cidade de Madina. Mais uma vez, Abu Bakr R.A. mostrou uma firme determinação, ele disse:
"Enviarei o exército de Usama da forma como o Profeta ordenou, ainda que eu fique sozinho."
As instruções finais dadas a Usamah prescreviam um código de conduta de guerra que permanece até os dias de hoje:
"Não desertem nem desobedeçam. Não matem um velho, uma mulher ou uma criança. Não maltrate as palmeiras nem derrubem as árvores. Não matem carneiros e vacas ou camelos, a não ser para o alimento. Vocês encontrarão pessoas que passam a vida em monastérios. Deixai-as em paz e não as molestem.”
Em diversas ocasiões, Khalid bin Walid tinha sido escolhido pelo Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejam com ele), para chefiar os exércitos, homem de grande coragem e nascido para chefiar, seu génio militar acabou por se destacar durante o califado de Abu Bakr R.A., quando liderou suas tropas alcançando diversas vitórias sobre os romanos, uma outra contribuição de Abu Bakr R.A. para a causa do Islam foi a colecção e compilação dos versículos do Alcorão Sagrado.
Abu Bakr (que Deus esteja satisfeito com ele) morreu no ano de 634 d.C, com a idade de 63 anos, e foi enterrado ao lado do Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejam com ele), o seu califado teve a duração de 27 meses mas, sob seu comando, a comunidade e o estado islâmico foram consolidados.
Disse o Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejamcom ele), sobre Abu bakr R.A :
"Se eu tivesse que ter um amigo além do meu Senhor, esse alguém seria Abu Bakr"
Adaptado de: www.islamemlinha.com
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