MUHAMMAD NA BÍBLIA – Já estava escrito….

Written by mh on April 6, 2007 – 12:42 pm -

Por Dr. Jamal Badawi

 

"Aqueles que seguem o Apóstolo, o Profeta iletrado, a quem
eles acham mencionado em sua Tora e no Evangelho…"
(Alcorão 7:157)

 

1. AS PROFECIAS BÍBLICAS SOBRE O ADVENTO DE MOHAMMAD

Abraão é amplamente respeitado como o Patriarca do monoteísmo e o pai comum de judeus, cristãos e muçulmanos. Através de seu segundo filho, Isaac, vieram todos os profetas, inclusive os mais proeminentes, como Jacó, José, Moisés, Davi, Salomão e Jesus. Que a paz e a bênção de Deus estejam sobre todos eles. O advento desses grandes profetas foi um cumprimento parcial das promessas de Deus, de abençoar as nações da terra através dos descendentes de Abrão (Gênesis 12:2.3). Este fato é sinceramente aceito pelos muçulmanos, cuja fé considera a crença e o respeito a todos os profetas um artigo de fé.


2. AS BÊNÇÃOS DE ISMAEL E ISAAC

Estaria o primogênito de Abraão (Ismael) e seus descendentes incluídos no pacto e na promessa de Deus? Alguns versículos da Bíblia podem ajudar a esclarecer um pouco esta questão:

1) Gênesis 12:2-3 fala da promessa de Deus a Abraâo e seus descendentes antes que qualquer filho seu nascesse.

2) Gênesis 17:4 reitera a promessa de Deus após o nascimento de Ismael e antes do nascimento de Isaac.

3) Gênesis, cap. 21 Isaac é especialmente aben&ccediloado, mas Ismael, a quem Deus prometeu transformar em uma "grande nação", também é especialmente abençoado, principalmente em Gênesis 21:13, 18.

4) De acordo com Deuteronômio 2l:15-17, os direitos e privilégios tradicionais do primogênito não podem ser alterados por causa do "status" de sua mãe (seja uma mulher livre, como Sara, a mãe de Isaac, ou uma escrava, como Hagar, a mãe de Ismael). Este fato, apenas confirma os princípios humanitários e morais de todas as crenças reveladas.

5) A legitimidade completa de Ismael como filho e "semente" de Abraão, e a legitimidade completa de sua mãe, Hagar, como esposa de Abraão, estão claramente declaradas em Gênesis 21:13 e 16:3.

Depois de Jesus, como o último profeta e mensageiro israelita, chegou a hora de a promessa de Deus, de abençoar Ismael e seus descendentes, ser cumprida. Menos de 600 anos anos depois de Jesus, chegou o último mensageiro de Deus, Mohammad, da descendência de Abraão, através de Ismael. As bênçãos de Deus sobre os dois principais ramos da árvore genealógica de Abraão estavam agora cumpridas. Mas, haverá outras provas que corroborem o fato de que a Bíblia, na verdade, predisse a chegada de Mohammad?

3. MOHAMMAD: O Profeta como Moisés

Muito tempo depois de Abraão, a promessa de Deus de enviar um tão esperado Mensageiro foi repetida, desta vez nas palavras de Moisés.

Em Deuteronômio 18:18, Moisés assim falou sobre o profeta a ser enviado por Deus:

1) Dentre os famialiares dos israelitas, numa clara referência aos seus primos ismaelitas porque Ismael era o outro filho de Abraão, a quem foi prometido, explicitamente, se tornar uma "grande nação".

2) Um profeta como Moisés. Jamais houve dois profetas tão semelhantes entre si como Moisés e Mohammad. Ambos receberam um extenso código legal de vida, ambos enfrentaram seus inimigos e foram vencedores de forma miraculosa, ambos eram aceitos como profetas/autoridades e ambos migraram em razão de conspirações para assassiná-los. As analogias emtre Moisés e Jesus deixam passar, não somente essas semelhanças mas, também, outras importantes (por exemplo, o nascimento natural, vida familiar e morte de Moisés e Mohammad, mas não de Jesus, que era respeitado por seus seguidores como o Filho de Deus e não como um mensageiro de Deus, exclusivamente, como Moisés e Mohammad o eram e como os muçulmanos acreditam que Jesus era).

4. O PROFETA ESPERADO TINHA QUE VIR DA ARÁBIA

O Deuteronômio 33:1.2 combina as referências a Moisés, Jesus e Mohammad. Fala de Deus (isto é, da revelação de Deus) chegando do Sinai, surgindo de Seir (provavelmente a cidade de As’ir, próxima a Jerusalém) e brilhando além de Paran. De acordo com Gênesis 2l:2l, o deserto de Paran era o lugar onde Ismael acampou (isto é, a Arábia, especificamente Macca).

Na verdade, a versão da Bíblia do Rei James, menciona os peregrinos passando pelo vale de Ba’ca (um outro nome de Macca) nos Salmos 84:4-6.

Isaías 42:1-13, fala do amado de Deus. Seu eleito e mensageiro que trará a lei a ser aguardada nas ilhas e que "não fracassará nem desanimará até que ele tenha fixado o julgamento sobre a terra." O versículo 11, liga aquele mensageiro aguardado aos descendentes de Ke’dar. Quem é Ke’dar? De acordo com o Gênesis 25:13, Ke’dar era o segundo filho de Ismael, o antepassado de Mohammad.

5. ESTARIA A MIGRAÇÃO DE MOHAMMAD DE MACCA PARA MEDINA
PROFETIZADA NA BÍBLIA?

Habakkuk 3:3 fala de Deus (ajuda de Deus) vindo de Te’man (um oásis ao norte de Medina, de acordo com o Dicionário da Bíblia deJ. Hasting) e do santo (vindo) de Paran. Aquele santo, que, sob perseguição, migrou de Paran (Macca) para ser recebido entusiasticamente em Medina, não era outro senão o profeta Mohammad.

Na verdade, o incidente da migração do profeta, e de seus seguidores perseguidos, está descrito com todas as cores em Isaías 21:13-17, assim como profetiza a batalha de Badr, na qual uns poucos fiéis desarmados, milagrosamente derrotaram os poderosos de Ke’dar, que queriam destruir o Islam e intimidar seus próprios companheiros, que se voltavam para o Islam.

6. O ALCORÃO FOI PROFETIZADO NA BÍBLIA?

Durante 23 anos, as palavras de Deus (o Alcorão) foram sendo postas na boca de Mohammad. Ele não foi o autor do Alcorão. O Alcorão foi ditado a ele pelo Anjo Gabriel, que pedia que Mohammad simplesmente repetisse as palavras, conforme ele as ia ouvindo. Estas palavras foram, então, guardadas na memória e escritas por aqueles que as ouviram durante a existência de Mohammad, e sob sua supervisão.

Seria, então, uma coincidência, que o profeta "como Moisés", da "família " dos israelitas (isto é, dos ismaelitas), fosse também descrito como aquele, em cuja boca Deus poria suas palavras, e que falaria em nome de Deus? (Deuteronômio 18:18) Também teria sido coincidência que o "Paracleto" , cuja chegada Jesus profetizou, fosse descrito como aquele que "não falar´ por ele, mas por aquilo que ele ouvirá, que ele falará …" ?(João 16:13)

Teria sido uma outra coincidência, que Isaías fizesse a conexão entre o mensageiro, ligado a Ke’dar, e uma nova canção (uma escritura numa nova língua) para ser cantada pelo Senhor? (Isaías 42:10-11). Mais explicitamente, Isaías profetiza "com lábios balbuciantes, e uma outra língua, falará a seu povo" (Isaías 28:11). Este último versículo, descreve corretamente os "lábios balbuciantes" do Profeta Mohammad, refletindo o estado de tensão e concentração que ele atingiu durante o tempo da revelação. Um outro ponto é que o Alcorão foi revelado em pequenas doses, durante 23 anos. É interessante comparar este fato com Isaías 28:19, que fala a mesma coisa.

6. AQUELE PROFETA, O PARACLETO, MOHAMMAD

Na época de Jesus (a paz esteja sobre ele), os israelitas ainda esperavam por aquele profeta como Moisés, conforme profetizado em Deuteronômio 18:18. Quando João Batista chegou, foi-lhe perguntado se ele era o Cristo e ele respondeu "não". Então lhe perguntaram se era Elias, e ele lhes disse que "não". Então, numa aparente referência ao Deuteronômio 18:18, lhe perguntaram "Você é aquele Profeta?" e João respondeu que não (João 1:19-21).

No Evangelho segundo João (capítulos 14, 15, 16), Jesus falou do "Paracleto", ou o consolador, que chegaria depois dele, que seria enviado pelo pai como um outro Paracleto, que ensinaria novas coisas que os contemporâneos de Jesus não podiam entender. Ainda que o Paracleto seja descrito como o espírito da verdade, (cujo significado lembra o famoso título de Mohammad, Al-Amin, o honrado), ele é identificado em um único versículo como o Espírito Santo (João 14:26). Contudo, tal designação é inconsistente com o perfil daquele Paracleto. Nas palavras do Dicionário da Bíblia (Ed. J. Mackenzie), "Estes ítens, deve-se admitir, não são um quadro completamente coerente."

Na verdade, a história nos fala que muitos dos primeiros cristãos entendiam que o Paracleto era um homem e não um espírito. Isto talvez explicasse porque respondiam àqueles que reivindicavam, sem encontrar o critério estipulado por Jesus, ser ele o esperado "Paracleto".

O Profeta Mohammad (que a paz esteja sobre ele) foi o Paracleto., o Consolador, o socorredor, o admoestador enviado por Deus após Jesus. Ele testemunhou sobre Jesus, ensinou novas coisas que não poderiam ter sido ensinadas no tempo de Jesus, falou o que ele ouvia (revelação), habita entre os crentes (através de seus ensinamentos preservados). Tais ensinamentos permanecerão para sempre, porque ele foi o último mensageiro de Deus, o único Mensageiro Universal a unir toda a humanidade ao abrigo de Deus e no caminho da verdade PRESERVADA. Ele falou sobre muitas coisas que estariam por vir nos mínimos detalhes, sobre o critério dado por Moisés para distinguir entre os falsos e os verdadeiros profetas (Deuteronômio 18:22). Ele reprovou o mundo do pecado, falou sobre a justiça e o julgamento (João 16:8-11).

7. A MUDANÇA DA LIDERANÇA RELIGIOSA FOI PROFETIZADA?

Após a rejeição do último profeta israelita, Jesus, já era tempo de que a promessa de Deus, de fazer de Ismael uma grande nação, fosse cumprida (Gênesis 21:19, 18).

Em Mateus 21:19-21, Jesus falou da figueira sem frutos (um símbolo bíblico de herança profética) a ser liberada, após ter sido dada uma última chance de três anos (a duração do ministério de Jesus) para dar frutos. Em um versículo posterior, no mesmo capítulo, Jesus disse: Em verdade, vos digo: o reino de Deus será tomado de vós e entregue a uma nação que produzirá o fruto a partir daí." (Mateus 21:43). Aquela nação dos descendentes dos ismaelitas (a pedra rejeitada em Mateus 21:42), que venceu todos os super-poderes de seu tempo, conforme profetizado por Jesus: "E quem quer que caia sobre esta pedra se quebrará, mas sobre quem ela cair, pulverizar-se-á." (Mateus 2l:44).

8. COINCIDÊNCIA?

Será possível que as numerosas profecias aqui citadas estejam, individualmente ou combinadas, no contexto das interpretações erradas? Será o contrário verdade, isto é, que tais versículos raramente estudados se encaixam e, consistente e claramente, apontam para o advento do homem que mudou o curso da história humana, Profeta Mohammad (que a paz esteja com ele)? Será razoável concluir que todas essas profecias, que aparecem em diferentes livros da Bíblia, e ditas por vários profetas, em épocas diferentes, fossem todas coincidência? Se assim for, eis aqui uma outra estranha "coincidência"!

Um dos sinais do profeta que chegará de Paran (Macca),éé que ele virá "com 10.000 santos" (Deuteronômio 33:2 KJV). Este era o número de fiéis que acompanharam o Profeta Mohammad a Paran (Macca), em seu retorno vitorioso, sem derramamento de sangue, à sua terra natal, para destruir os símbolos remanescentes da idolatria na Ka’bah.

Caro Leitor:

Possa a luz da verdade brilhar em seu coração e mente. Que possa levá-lo no caminho da paz e da certeza nesta vida, e da felicidade eterna no Além.





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A batalha de BADR

Written by mh on March 19, 2007 – 10:33 am -

A grande Batalha de Badr aconteceu no 17° dia do mês de Ramadan, dois anos após a Hégira. Esta foi a primeira batalha em que os muçulmanos combateram os infiéis e é, até agora, a mais famosa e mais conhecida por causa dos diversos acontecimentos extraordinários que ali ocorreram. O mensageiro de Allah (saw) incentivou os muçulmanos a barrarem uma caravana coraixita que estava voltando a Meca vinda de Sham. Eles partiram com pouco mais de 300 soldados e  não pretendiam lutar, somente subjugá-los. A caravana conseguiu escapar mas Abu Sufyan já tinha mandado uma mensagem aos coraixitas pedindo que viessem protegê-los. Os coraixitas vieram com um exército de 1000 homens,  seiscentos deles usando escudos, 100 cavalos e 700 camelos, e uma grande quantidade de provisões para durar por muitos dias. Os infiéis queriam que esta fosse uma vitória que atemorizasse todos os árabes. Eles queriam acabar com os muçulmanos de uma vez por todas e os números eram esmagadoramente desequilibrados a favor deles. Imaginemos  os fiéis com seu pequeno exército (inclusive com dois cavalos apenas) partindo com a intenção de desafiar um exército bem equipado, "três vezes" maior do que o deles …

O Mensageiro de Allah (saw) poderia ter facilmente ordenado que os fiéis lutassem e eles não teriam hesitado em cumprir a ordem mas, ele (saw) queria salientar para seus seguidores que eles deveriam lutar com convicção e iman e assim nos ensinar uma lição no processo. Ele reuniu seus seguidores para realizar uma shura (consulta). Muitos muhajirin (os muçulmanos que emigraram de Meca para Medina) falaram, usando as mais eloquentes palavras para descrever sua dedicação. Mas havia um sahabah (companheiro) a quem todos os outros invejavam por sua declaração a Mensageiro de Allah (saw). Ele, Miqdad ibn al Aswad, se levantou diante da multidão e disse "Ó Mensageiro de Allah! Não diremos a você o que Bani Israel disse a Moisés, ‘Vá você e seu Senhor, e lute, ficaremos aqui sentados (esperando).’ (Surata al-Maeda). Vá com a bênção de Allah e estaremos com você!"   E assim Mensageiro de Allah (saw) ficou muito satisfeito mas, em sua grande sabedoria, ele aguardou silenciosamente e alguns muçulmanos sabiam o que ele pretendia. Até então só os muhajirun tinham dado o seu consentimento, mas eram os ansar (os muçulmanos que viviamem Medina e receberam os muçulmanos em sua cidade) que queriam desistir e não era parte do compromisso (que Mensageiro de Allah tinha feito com os ansar em ‘Aqabah) que eles lutassem juntamente com os muçulmanos em território estrangeiro. Assim, o grande líder dos Ansar, Sa’d ibn Mu’adh falou (Ó Mensageiro de Allah! Talvez você queira dizer nós também." Mensageiro de Allah (saw) respondeu afirmativamente. Sa’d então proferiu um belo discurso onde ele, entre outras coisas, disse: "Ó Mensageiro de Allah, nós acreditamos em você e acreditamos que você diz a verdade. Com base nisso, nós lhe demos nosso compromisso para ouvi-lo e obedecê-lo… Por Allah, O que o enviou com a verdade, se você entrar no mar correremos para ele com você e nenhum de nós ficará para trás … Que Allah lhe mostre em nossas ações o que safisfaça seus olhos. Portanto, marche conosco, colocando nossa confiança nas bênçãos de Allah."

Mensageiro de Allah (saw) ficou muito satisfeito e disse "Adiante e animem-se, porque Allah prometeu a mim um de dois (ou a caravana ou a batalha) e por Allah é como se agora eu visse o inimigo prostrado."

Os muçulmanos marcharam e acamparam o mais próximo da fonte de Badr (próximo a Medina, que fica ao norte de Meca). Um dos companheiros, Al-Hubab ibn Mundhir, perguntou a Mensageiro de Allah (saw), "Allah inspirou você a escolher este lugar ou é uma estratégia de guerra e o resultado da consulta?" Mensageiro de Allah (saw) disse, "É o resultado de uma estratégia de guerra e da consulta." Assim Al-Hubab sugeriu que os muçulmanos acampassem mais ao sul, perto do poço d’água, fizessem uma banheira de água para eles e destruíssem os outros poços para limitar o acesso dos coraixitas à água. Mensageiro de Allah (saw) aprovou seu plano e o cumpriu (*) Então, Sa’b ibn Mu’adh sugeriu que fosse construída uma cerca ou uma barraca para Mensageiro de Allah (saw) como uma proteção para ele e para servir como quartel-general para o exército. Mensageiro de Allah (saw) e Abu Bakr ficaram na barraca enquanto Sa’d ibn Mu’adh e um grupo de seus homens a guardavam. Mensageiro de Allah (saw) passou toda a noite que precedeu a batalha em oração e súplica, ainda que soubesse que Allah (swt) lhe tivesse garantido a vitória. Foi por causa de seu amor, adoração e submissão a Allah (swt) que ele fez isto. E diz que esta é a forma mais elevada de ‘ibadah, conhecida como "’ain al yaqin", um estado de completa dependência e submissão a Allah (swt), que o diferenciava (em superioridade) de Abu Bakr As siddiq (ra) que somente possuía "‘ilm alyaqin", a certeza da promessa.

Excepcionalmente, naquela mesma noite, a noite quando as tensões deveriam estar elevadas por causa de um dos maiores acontecimentos da história, a noite anterior à batalha que poderia significar o avanço ou a derrota do Islam, em lugar de estarem nervosos, preocupados ou insones, os muçulmanos usufruíram de um sono reparador. Aquela era a noite de 17 de Ramadan, do ano 2 da Hégira. Esta foi uma bênção divina a que Allah Se referiu no Alcorão:

"E de quando Ele,para vosso sossego,vosenvolveu num sono,enviou-vos água do céu para,com ela,vos purificardes, livrardes da imundície de Satanás, e para confortardes os vossos corações e afirmardes os vossos passos." (8:11)

Asegunda bênção de Allah (swt) citada neste versículo é a chuva que Ele enviou para os fiéis naquela noite. O lugar onde os muçulmanos estavam acampados era arenoso, difícil de caminhar porque os pés podiam afundar facilmente. Allah (swt) enviou a chuva para tornar o solo firme e enviou o sono para fazer com seus corações ficassem firmes. No dia seguinte, Mensageiro de Allah (saw) ainda dormia quando os coraixitas vinham se aproximando. Abu Bakr (ra) hesitou em acordar o nobre Mensageiro (saw) mas foi forçado a fazê-lo porque os coraixitas aproximavam rapidamente. Os muçulmanos estavam enfileirados. Quando os contendores ficaram próximos e eram visíveis uns para os outros, Mensageiro de Allah começou a suplicar, "Ó Allah! Os coraixitas vaidosos e arrogantes já estão aqui e Te desafiam e desmentem Teu Mensageiro. Ó Allah! Espero pela vitória que Tu me prometestes. Rogo a Ti, Allah, que os derrote." Ele (saw) deu ordens estritas para que seus homens não iniciassem a luta até que ele lhes desse a palavra final. Ele recomendou que eles usassem suas setas com parcimônia (1) e que não as disparassem a não ser que os inimigos ficassem muito perto.(2) Os coraixitas estavam confiantes e arrogantes por causa de sua superioridade numérica, de armas e provisões, mas é Allah (swt) quem decide as questões:

"(Ó incrédulos) se imploráveis a vitória, eis a vitória que vos foi dada; se desistirdes, será melhor para vós; porém,se reincidirdes,voltaremos a vos combater e de nada servirá o vosso exército, por numeroso que seja, porque Allah está com os fiéis." (8:19)

Abatalha começou com um confronto entre três homens de cada lado:

- Hamza (tio de Mensageiro de Allah) contra ‘Utbah ibn Rabi’a
- Ali (primo de Mensageiro de Allah) contra Al-Walid ibn ‘utbah
- ‘Ubaidah ibn al Haraith contra Shaybah ibn Rabi’a.

Nos dois primeiros confrontos, Hamza e Ali mataram seus oponentes, mas ‘Ubaidah (apesar de matar seu oponente) foi gravemente ferido e morrou quatro ou cinco dias mais tarde. A luta se intensificou e houve vários outros duelos. No de tudo isto, Mensageiro de Allah (saw) continuava a suplicar a seu Senhor. Ele (saw) disse, "Ó Allah! Se este grupo (de muçulmanos) for derrotado hoje, Tu nunca mais sereis adorado." Abu Bakr testemunhou esta súplica contínua e disse a Mensageiro de Allah (saw) "Ó Mensageiro de Allah, você pediu tão alto que seu Senhor certamente cumprirá o que lhe prometeu."

A resposta de Allah (swt) foi imediata.Ele enviou dois anjos dos céus para ajudar Mensageiro de Allah (saw) e seus companheiros. O Alcorão assinala este acontecimento milagroso:

"Reforçar-vos-ei com mil anjos, que vos chegarão paulatinamente." (8:9)

Mensageiro de Allah (saw), em sua barraca, adormeceu por um instante e em seguida levantou sua cabeça alegremente gritando "Ó Abu Bakr! Boas notícias. A vitória de Allah se aproxima. Por Allah, eu vi Jibril montado em sua égua em meio a uma tempestade de areia." Então ele saiu da barraca e disse: ""sayuhzamul jam’u wa yuwwalloonad-dubur" (Alcorão 54:45). (Logo a multidão será posta a correr e debandará)

Na verdade, este é um dos milagres do Alcorão porque este versículo foi revelado em Meca antes de que os eventos de Badr acontecessem. Omar (ra), ao ouvir Mensageiro de Allah (saw) revelar este versículo disse na ocasião, "Quando este versículo foi revelado, perguntei a Mensageiro de Allah qual o seu significado. Que multidão? Que derrota? E Mensageiro de Allah (saw) não me respondeu. Mas quando eu o vi recitar naquela ocasião, eu então compreendi. Então, Mensageiro de Allah (saw) pegou um punhado de areia, jogou no inimigo e disse: "Que a confusão se apodere de seus rostos"

Quando ele atirou a poeira uma violenta tempestade de areia se espalhou como uma rajada quente nos olhos do inimigo. Sobre isto, diz Allah: "Vós não os aniquilastes, (ó muçulmanos)! Foi Allah quem os aniquilou e apesar de seres tu (ó Mensageiro) quem lançou (a areia), o efeito foi causado por Allah." (8:17) Foi neste momento que Mensageiro de Allah (saw) deu a ordem para iniciar um contra-ataque total. Ele estimulou os fiéis recitando o seguinte versículo: "Emulai-vos em obter a indulgência de vosso Senhor e um Paraíso, cuja amplitude é igual à dos céus e da terra." (3:133)

O moral dos muçulmanos estava no auge e eles lutaram com extrema coragem e bravura, ferindo gravemente o exército coraixita,matando muitos de seus homens e infundindo temor em seus corações. Os muçulmanos não sabiam que o socorro de Allah tinha acabado de chegar para eles.A única coisa que sabiam eram os números desproporcionais entre os exércitos: 1000 contra 300, 700 camelos contra 70, 100 cavalos contra 2, grandes provisões contra nenhuma, uma preparação para a guerra contra um grupo de fiéis despreparados. Mas, apesar de todos esses números, eles confiavam em Allah (swt) e em Seu Mensageiro e queriam, e até esperavam, dar suas vidas deste mundo (dunya) em troca da morada eterna no Jannah. Por causa de sua devoção, Allah (swt) enviou Seu socorro e a vitória.

Além de enviar os anjos, Allah (swt) também realizou um outro milagre para assegurar a vitória dos muçulmanos. Diz Allah: "Recorda-te (ó Mensageiro) de quando, em sonhos, Allah te fez crer (o exército inimigo) em número reduzido, porque, se te tivesse feito vê-lo numeroso, terias desanimado e terias vacilado a respeito do assunto. Porém, Allah (te) salvou deles, porque bem conhece as intimidades dos corações." (8:43)

E realmente, Allah (swt) cumpriu Sua promessa: "E de quando os enfrentastes, e Ele os fez parecer, aos vossos olhos, pouco numerosos; Ele vos dissimulou aos olhos deles, para que se cumprisse a decisão prescrita, porque a Allah retornarão todas as questões." 8:44)

Muitos infiéis foram mortos nesta batalha, sendo o mais conhecido Abu Jahl, um arquinimigo do Islam. Quando Mensageiro de Allah (saw) saiu para olhar seu cadáver, ele (saw) disse "Este é o faraó dest nação." E assim os muçulmanosvenceram os infiéis, impondo-lhes uma derrota humilhante com a ajuda de Allah (swt).Realmente, mais uma vez Allah cumpriu Sua promessa, "Logo a multidão será posta a correr e debandará." (54:45) Os infiéis, com todo o seu poder se voltaram e fugiram dos muçulmanos em desgraça e humilhação exterma. Allahu Akbar wa lillah al Hamd.

(*) No livro do Dr. al Sibai, shaykh Jamal Zarabozo diz que esta estória não foi narrada de cadeias autênticas, embora seja mencionado em muitos livros famosos de sirah (de autores confiáveis), que se calaram a respeito de sua autenticidade. Allahu a’lam.

[1] Sahih al-Bukhari, 2/568

[2] Abu Daud, 2/13

 

www.islamemlinha.com


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