Metanol sela aliança entre Irão e Venezuela

Written by mh on July 3, 2007 – 5:27 pm -

Os presidentes do Irão e da Venezuela lançaram ontem a primeira pedra para a construção de uma empresa mista para produzir metanol no Irão. O projecto, que vai custar 700 milhões de dólares (cerca de 540 milhões de euros) e que estará concluído dentro de quatro anos, produzirá 1,65 milhões de toneladas de álcool metílico em Assaluyeh, sul do país.

Adoptando um discurso próximo daquele que é habitualmente proferido por Hugo Chávez, Mahmud Ahmadinejad saudou a iniciativa como "gloriosa" e terminou a sua intervenção com uma frase que o líder venezuelano poderia ter dito: "Viva as duas nações e todas as nações revolucionárias! Morte ao inimigo!".

Já Hugo Chávez adoptou a atitude do líder iraniano, pontuando várias vezes o seu discurso com uma expressão típica do Islão: Incha Allah (Se Deus quiser!").

Numa conferência de imprensa conjunta efectuada em Assaluyeh, junto ao Golfo Pérsico, os dois dirigentes aludiram a um projecto conjunto que deverá ser lançado na Venezuela, e prometeram desenvolver as relações comerciais bilaterais.

Hugo Cháves, que no domingo tinha sido recebido pelo Guia da Revolução, Ayatollah Ali Khamenei, aludiu ainda ao reforço dos laços que unem Teerão e Caracas, considerando que esta aliança contribuía para a derrota do imperialismo

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Ban Ki-moon apela ao envio de capacetes azuis para o Sudão

Written by mh on January 29, 2007 – 2:05 pm -

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, apelou esta manhã, em dis Abeba, no âmbito da Cimeira da União Africana, ao envio urgente de uma força especial das Nações Unidas para o Sudão, com destaque para o Darfur, em guerra civil desde 2003.

É preciso encontrar um consenso urgente sobre esta matéria", disse o secretário-geral das Nações Unidas, disse no discurso na cimeira da União Africana, que decorre em Adis Abeba, Etiópia.

"É preciso trabalharmos todos em conjunto para pôr fim á violència e á política de terra queimada praticada pelas diveras parets envolvidas neste conflito", disse, naquele que foi o primeiro discurso dirigido aos países africanos desde a sua tomada de posse a um de Janeiro passado.

"O número de vítimas desta crise é inaceitável. Devíamos atacar a diemnsão regional desta crise", adiantou ainda. As autoridades sudanesas aceitaram, no final de dezembro, que fosse enviada uma força especial da ONU, para prestar ajuda técnica à força de paz da União Africana, já no terreno, mas que sofre de um grave défice de orçamento e equipamento. Mas recusaram sempre um envio de capacetes azuis para o terreno.

Ban Ki-moon deve encontrar-se, á margem desta cimeira, com o presidente sudanês Omar el-Béchis. Mais de 200 mil mortos e dois milhões de refugiados é o balanço da guera civil no Darfur, que opõe milícias, apoiadas pelas forças armadas do Sudão, e movimentos rebeldes.


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Bush longe de convencer imprensa norte-americana

Written by mh on January 26, 2007 – 7:44 pm -

A imprensa norte-americana mostrou-se hoje céptica em relação ao discurso anual sobre o estado da União de George W. Bush, sublinhando que o presidente dos Estados Unidos nada disse sobre uma eventual mudança da política para o Iraque.


Na intervenção de terça-feira no Congresso, George W. Bush apelou aos norte-americanos para darem "uma hipótese" à sua nova estratégia para o Iraque e advertiu para o risco de um conflito regional em caso de fracasso naquele país. O Washington Post afirma na edição de hoje que George W. Bush está "politicamente ferido", mas "recusa confessar-se vencido no plano da retórica".

Bush não desistiu da "decisão de enviar mais soldados [para o Iraque), apesar das críticas dos dois partidos", democrata (oposição) e republicano, escreve o jornal. A imprensa norte-americana sublinha também que pela primeira vez em seis anos, o presidente republicano pronunciou o discurso sobre o estado da União perante um Congresso controlado pelos democratas, na sequência das eleições de 7 de Novembro do ano passado.

O Los Angeles Times não hesita em questionar se "este presidente pode ser salvo", sublinhando por outro lado que Bush "deu mais importância que noutros discursos aos problemas internos". O New York Times assinala não ter havido qualquer mudança a propósito do Iraque, considerando que Bush "não adiantou nada às suas políticas marcadas pelo fracasso".

No discurso, George W. Bush recordou o "cenário de pesadelo" para os Estados Unidos que implicaria uma retirada norte-americana antes do restabelecimento da segurança em Bagdade.

"O governo iraquiano seria substituído pelos extremistas, o país poderia ser palco de uma ‘batalha épica’ entre os extremistas xiitas apoiados pelo Irão, os extremistas sunitas e os nostálgicos do antigo regime", referiu Bush.

"Um contágio da violência poderia transpor o país e finalmente toda a região poderia ser forçada a entrar no conflito", acrescentou.

Face à oposição dos norte-americanos e do Congresso à política que defende para o Iraque e à decisão que tomou de enviar 21.500 soldados suplementares, Bush pediu ao país para dar "uma hipótese" ao plano para que funcione.

2007-01-24 15:22:00
TvNet / Lusa

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